Passeio de ônibus

Há muito tempo não sei o que é andar de ônibus. Não digo isso por dizer, digo pois, desde que tenho meu carro faço uso dele para me locomover para qualquer lugar. Mesmo sabendo que de ônibus será mais fácil, tranqüilo, não tem que se preocupar com vagas, etc.

Então, hoje, tive de ir ao Shopping Cidade, no centro de Belo Horizonte, e como estou tomando um remédio que está me deixando meio grogue preferi pegar um “busão” e não ter que me preocupar com o estacionamento caracol do shopping. Tudo isso para pegar um abada, e depois de quatro anos, ir a uma micareta. Sim 4 anos. E já na fila, lembrei-me do porque se passara tanto tempo que não ia a uma micareta. Meu Deus! Que visão do inferno! Que povo mais feio! Sério. Deu-me vontade de pegar o abada (que graças a Deus nem é tão ruim assim) e correr para o 5a Avenida (na região da Savassi) para repassar o bendito convite. Mas como há quatro anos que não compareço a um evento social como este, vou dar uma chance. Não sei nenhuma música. Sei disso, mas tenho certeza que nos primeiros 15 minutos irei receber uma lavagem cerebral cheia de êeee ôoooo, pula sai do chão, e logo entoarei o grito das multidões. Como dizia um professor, que logo virou um grande amigo, a micareta é a festa do povo (e que não duvide que ele se tratava do povão).

Mas o ônibus. Em anúncios de compra e venda e aluguel de casas e apartamentos, dá-se grande valor à quantidade de linhas de ônibus a região do imóvel é servida. Mais que isso, deveriam passar, além das linhas de ônibus, a grade, com os horários de cada um. Aqui onde moro, teoricamente é bem servido de transporte público. São cerca de seis linhas. Mas se você depender de uma linha, especificamente de uma, você está ferrado. São 20 minutos esperando pelo bendito ônibus para chegar ao seu destino após 15 minutos depois de embarcar. Na volta, o tempo triplica, quase 50 minutos para ficar dentro do ônibus por 13! Contados no cronômetro do celular!

As cadeiras de ônibus não te cabem se você possui, além de sua bolsa, mais uma sacola, ou se você tem mais de 1.70m. Imagine eu, com um casaco, bolsa, sacola, e 1.77m! Senti-me a própria sardinha. Tive sorte em arrumar um lugar e torcer para que nenhum velhinho ou outra pessoa com preferência de acento chegar (fui educada para SEMPRE ceder meu lugar àqueles mais velhos e com mais dificuldade de se manter em pé dentro de um ônibus, ou seja, se você tem boa aparência, carrega milhões de sacolas, eu irei ceder meu lugar a você, questão de educação). E o que eu sempre condenei àqueles que usufruem deste meio de transporte, quase aconteceu com essa que vos fala… A lentidão para a chegada do ônibus, misturado ao cansaço do dia-a-dia, inevitavelmente, transformará o ônibus num berço, com balanços tão agradáveis, que velará o seu sono até provavelmente o ponto seguinte ao seu. Sorte terá, se você não babar!

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