Olhando para trás…

Há um ano, eu estava sentindo pena de mim mesma. Coloquei todas as fichas em um relacionamento à distância, construí sonhos, tive visões de meu futuro, filhos, netos. Tomar conta de um jardim, cheio de flores, preparar o jantar para quando o marido chegasse em casa, não tivesse que fazer mais nada, apenas tomar um banho, relaxar e jantar comigo. Sim, na minha mente, seria uma Amélia, e seria feliz.
Vi todos os meus planos ruirem à minha frente quando o M. falou que não tinha certeza do que sentia, que era melhor não empurrarmos o relacionamento com a barriga, pois não chegaria a lugar nenhum. BUM! Acho que senti como se tivesse sido atropelada por um tanque de guerra, sem possibilidade de sobrevivência. Achei que, por ele estar meio confuso, estando presente na vida dele, ele poderia mudar de ideia e voltar para mim. Doce engano.
Por algumas semanas tentei ser a amiga, aquela com quem ele podia contar… mas com o passar dos tempos percebi que de nada adiantaria. Naquele momento, a única coisa salutar para ambos seria não ter mais qualquer relacionamento. Eu não conseguia me desvincular. Nossa relação sempre foi à distância! Então, na prática, não havia mudado nada! Continuávamos conversando muito pela internet, sempre em contato…
Decidi, depois de ouvir dele, que estava interessado em uma menina, que iria acabar com meu sofrimento. Deletei de orkut, msn, facebook, skype. Deletei o número do celular (apesar de saber de cor). Pronto. Pronto? Pronto não… estava perdida! Não sabia como me comportar! Agora eu poderia sair, conhecer pessoas e me jogar! Se achasse um cara bonito, podia dar bola, cruzar olhares…
Senti falta, óbvio, mas precisava daquele tempo. Pelo menos para ter certeza absoluta que, apesar dos pesares, ainda era louca por aquele inglês, branquelo, e cheio de manias! Mas e ele?
Passaram-se uns 7 meses e um dia recebi uma mensagem dele “bought my ticket to brasil! Thinking bout goin to BH!” Como assim?! Ele está vindo?! Pra Belo Horizonte? Vai ficar na casa de quem? Quem vai buscá-lo no aeroporto? Quem vai passar o tempo com ele? Na hora respondi a mensagem! Claro! A curiosidade e a alegria tomaram conta da minha razão. Agia somente com emoção. Passaram quase uma hora para a resposta dele “Getting in BH on the 22nd of jan.” Ele chegaria em BH no dia do meu aniversário! Nao pude evitar de pensar vai vir embrulhado para presente também?

Enquanto a data não chegava, voltamos a conversar. Eu, orgulhosa, tentava me manter distante, mas como fazer isso por muito tempo? Não consegui me segurar no pedestal de não ligo para o que você faz, ou deixa de fazer, claro que eu ligava. E muito! Senti que ele queria voltar. Ele não viria à BH para passear! Ele veio para conversarmos, para decidirmos nossa vida. Foi necessário a distância, minha aparente indiferença para que ele percebesse o que sentia.
Não dá para continuar amigo de uma pessoa que você ama e não é correspondido! Ou o amor acaba para os dois, e vocês conseguem conviver sabendo que ela poderá sair e namorar outras, ou não. Eu tentei. De verdade! Mas não pude suportar a ideia de dar conselhos sobre a vida amorosa de M. Isso seria demais para mim!
Agora estou aqui! Feliz pela decisão que eu tomei há um tempo. Feliz, também, pelas consequências que minha decisão chegou. Faltam SEIS dias! Seis!

Nobody said it was easy
it’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No on ever said it would be this hard

Oh take me back to the start

Cold Play – The scientist

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