Ta chegando a hora

**texto sem acentos, cedilhas, e uso de internetes**

Há 6 meses vim para cá com o intuíto de passar férias com Mr. M. Agente tinha acabado de voltar com o namoro e seria bom passar o verao aqui. Decidi, de supetao, ficar mais tempo para nos permitir criar um stronger bond. Entrei como turista, e por isso sao aplicadas as regras do visto: tempo de permanencia – 6 meses.

Os 6 meses termina no domingo.

Fui a um advogado para ver minha situacao, possibilidades reais de visto e tal, e ele me informou o que eu mais temia. Hoje, com as novas regras de imigracao, ou voce é um profissional HIPER qualificado (mestrado pra cima), com experiencia, ou uma empresa inglesa te contrata e explica ao governo o porque da contratacao de um oversea e nao de um britao/europeu. Se voce nao se encaixa nos padroes acima, sua saída é unicamente o casamento.

Nao quero me casar para ter visto. Quero, sim, me casar com Mr. M, mas ter o visto por trás meio que tira o gosto. Arroz sem sal.

Volto no domingo pro Brasil e para minha casa em reformas (como diz minha mae, em transformacao), e vou buscar a cidadania italiana. Vou tentar fazer via Itália, e nao enfrentar os 3 anos que demora via Brasil (sim pessoas de Sao Paulo, Belo Horizonte sao 3 anos… rá). O blog nao morrerá. Afinal, nao penteio cabelo nem aqui, nem lá #rimaémeuforte

Quero pedir a voces, que nao deixem de visitar aqui #despedidafeelings e que se tiver alguém ultra disposto a me ajudar a buscar os documentos, juro que, quando tiver minha casa linda e decorada na Inglaterra, eu deixo voces me visitarem e dormir num colchao de ar king size! Juro!

**texto feito sob lágrimas, desespero e tristeza**

QUERO UM VISTO!

Homenagem aos amigos de infancia

Dignissimos amigos: André, Alvaro, Daniel e Coruja,

Como bem sabem, estou na Inglaterra, e ao contrário do que possa parecer, não esqueci dos amigos. Aqueles amigos, de longa data, de infância.

Sempre me senti muito querida por vocês, sempre me senti meio que parte de uma turma que, aparentemente era TÃO diferente de mim. Aparentemente. Tá, vocês nunca me acompanharam numa micareta, ou nos meus shows de bandas pop. Sertanejo.. ui!!! Vocês vinham como uma aula de como a música tem dois acordes, e os bobões aqui (no caso eu) ficam babando pelos caras e músicas toscas, sem melodia ou letra profunda!

Ai, cara, acho que na verdade, vocês cansavam minha beleza hahahah!

Mas não tô aqui para falar que, no assunto música, vocês, TODOS, sem exceção eram um pé no saco! E olha que eu nem tenho um!

Então, voltando à Inglaterra… Existe aqui uma paixão comum entre todos nós. E não, não é cerveja, até porque, Alvaro afroxou-se e diz que só bebe whisky! A paixão a qual me refiro fez muita coisa nesse prédio aqui. Conhecem?

Então, quase todo mundo escreve o nome aqui.

E se vocês derem um zoom na foto, encontrarão minha pequena (mas muito carinhosa) homenagem a vocês! Jamais escreveria o MEU nome sem, PRIMEIRO, escrever o de vocês.

Beijos da amiga que tem a voz mansa, que dá até vontade de dormir (já vão se fazer 10 anos que você me falou isso hein André?!)

Ahhh escrevi o meu nome, e de mamys, que depois de 6 meses (SIM SEIS MESES) resolveu deixar comentário nos posts!

E eu, e mais quatro desconhecidos atravessando a rua, que nem os BEATLES. Ah desconhecidos e BRASILEIROS! Hahahahah

Aos leitores do blog quero dizer algumas coisinhas sobre Abbey Road.

Ao contrário do que a maioria imagina, Abbey Road NÃO fica em Liverpool. Fica em Londres (Estação St. John’s Wood – Jubilee Line, uma estação depois de Baker Street). Se você quiser uma foto como a minha, a la Beatles não vá no horário de pico (8 as 9 da manhã e 16 às 18). Os motoristas da região tem paciência ZERO e ficam buzinando e xingando o povo na rua.

Vá em Abbey Road se você for fã mesmo, porque fora tirar foto do Studio e da faixa no chão não há mais nada a se fazer. Não pode entrar no studio. Não vi nenhuma lojinha de souvenirs. Vi umas três ou quatro pessoas reclamando que só tinha isso. Nem a plaquinha da rua tem (oke, algum VANDALO IDIOTA roubou a placa da rua). Há 4 anos e meio que venho para a Inglaterra e essa foi a primeira vez que fui (oke, oke, parte disso é porque eu jurava que era em Liverpool. Doce engano).

– saindo da estação, identifique uma “banca de jornais”. Siga a rua (direção oposta da banca de jornais – salvo engano à direita). Ande por cerca de 2 quarteirões até que você vai chegar numa junction. Não tem erro. Vai ter gente no meio da rua tirando foto!

London Ice Bar

Ele tá ali, colado na Regent Street. Você passa por ele sem perceber. Não há placas na esquina informando que ele está por ali. Você, na verdade só soube da existência dele, graças à sua curiosidade (mentira, graças ao pão durismo, aliás nos guias gratuítos de Londres que você acha os 2-por-1 vouchers, e cupons de desconto em restaurantes.

Num desses guias, que você pegou no hotel (Park Plaza Westminster Bridge London, logo farei um post de hotéis em Londres) estava lá escrito Come meet the London ice bar, book now!

Um dos melhores lugares de Londres, juro! São £12.50 (doze libras e cinquenta pences) para entrar, com direito a um drink. Você fica 45 minutos lá dentro, e não se preocupe com o frio. Eles te emprestam um “casaco” especial COM luvas, para você não queimar sua mão no gelo.

Pede-se para chegar um pouquinho mais cedo, e eles te empurram para o bar. Acontece que logo você entra, e teoricamente não aproveita a bebida que pedir no bar.

 

http://www.belowzerolondon.com/
31-33 Heddon Street
Mayfair, London, W1B 4BN

Drinks da foto

Swedish Mule
Strawberry Mojito

 

Au Pair #2

 

Atualizando.

Sexta feira fui na casa da família onde fui au pair. Cheguei lá e as crianças estavam na escola. Que ansiedade. Sério!!!

Assim que ouvi a porta abrir, vi a Emma. Princesinha. Não mudou nada, mas como cresceu! Nuossa! Toda grandinha, usando uniforme de gente grande, com direito a gravata e tudo (clique aqui para dar uma olhada nos uniformes da Inglaterra). Ao lado dela, meu principezinho, Matthew. Meu Deus!! Onde estava meu bebezinho, que falava Nana (ao invés de Nanny Ana), que morria de rir quando fazia cócegas embaixo do queixo… Sumiu. Matthew virou um homenzinho. Lindo!

Brincamos, nos divertimos muito.

 

No jantar Matthew e Emma quase brigaram porque os dois queriam sentar do meu lado. Problema resolvido, sentei entre os dois. Eles queriam, inclusive, comer o mesmo sabor da pizza que eu! Owwnnnn morde por favor!

 

Quando deu a hora do Mattie dormir, ele subiu com a mãe. Antes de apagar as luzes, ele pediu para a mãe para que eu subisse e desse um beijo de boa noite. (Owwwnnnn²) Morri né?!

 

20 anos…



Quase nunca falo de minha família. Sei lá porquê. Acho que preferi assim para limitar meus assuntos aqui e não transformar o blog num samba do crioulo doido. Mas hoje é especial.

Tem um homem na minha vida que é ultra importante. Alto, grandão, cheiroso, cheio de alegria. Filho único de uma senhora, que hoje vive com ele, e muito muitíssimo amado.

Mr. M não tem ciúmes, também pudera. Não seria nada sem esse homem.

O único porém é que há exatamente 20 anos eu não o vejo. Seu rosto já não é lembrado por mim, só o rosto. 20 anos! Cara é muito tempo. Passei por quase todas as etapas da minha vida sem poder abraça-lo, beijá-lo, sentir seu cheiro que jamais saiu das minhas lembranças.

O nome desse homem é Luiz Tarcísio, meu pai. Em 11 de janeiro de 1991, 11 dias antes dos meus 5 anos, o Cara lá de cima achou que a missão do meu pai já fora cumprida, e levou-o para perto Dele.

20 anos! Isso é uma vida! E mesmo com o passar dos anos ainda dói muito pensar que ele se foi. Ai pai! Que falta o senhor me faz! Daria tudo para poder te ter ao meu lado!!

20 anos…

 

Engraçado porque, apesar de não lembrar de sua fisionomia lembro de fatos. Tinha uns três anos de idade. Meu pai era piloto de avião e volta e meia chegava tarde. Um dia sei que amanheci na sala de visitas, deitada no sofá. Meu pai, no outro. Sabe-se Deus o porquê, ele deve ter chegado em casa, ido na minha cama, me carregado e ficado lá comigo. Tocando órgão (piano) até se cansar.

Paizinho, como sinto sua falta!

Papai, eu (o bebe expichado, e meu irmao gemeo)


Au Pair

Quando cheguei na imigração, tinha o visto de estudante, que nada mais é do que um carimbo, informando quando tempo você pode ficar na Inglaterra, e se pode ou não requerer serviços sociais. Acontece que o meu carimbo estava tão mal carimbado (cara, o trabalho do caboclo é carimbar, e nem isso ele faz. Fora o mal humor, típico dos oficiais de imigração) que me informaram que deveria comparecer a uma delegacia de imigração só pra preencher o formulário e pegar um novo carimbo, se necessário.

Assim que pude, fui. O oficial foi muito solícito comigo, nada do que haviam me falado, que eles não ajudam, estão sempre de cara amarrada. Muito pelo contrário, ele estava num ótimo bom humor. Me informou que eu poderia, além de estudar, trabalhar. Sai feliz da vida.

Comecei a procurar trabalhos como au-pair e no início, confesso, foi um pesadelo.

Nos anúncios da agência, só tinham famílias que somente queriam uma empregada doméstica, e não uma au-pair.

Há quatro anos, fui parar na casa de uma família com um pai que sofrera um erro medico incapacitando-o por toda a vida, uma mãe, professora de educação física, uma menininha de 5 anos e um menininho de 11 meses.

Minha entrevista foi bem diferente. Bom, ela foi normal, mas as respostas e reações dos pais foi algo diferente.

Quando perguntaram quais os meus planos para os fins de semana, respondi, quase que envergonhada, que queria passar os finais de semana, feriados e o que mais pudesse, com meu namorado. Os pais me olharam, sorriram e falaram “ótimo! Não queremos você presa aqui, queremos que você saia, passeie e se divirta”. Pagavam, inclusive, a passagem de trem para a cidade do Mr. M (a passagem custava 20 libras). Hã?!?!?!

Resolvi lá ficar.

Isso foi ha quatro anos.

“Meus meninos” eram assim…

Sexta feira irei encontrar com a família. Não estou preparada psicologicamente para encontrar Emma com quase 10 ANOS e Mattie com quase 5!!! Não!! Demais para mim!

*A Inglaterra não permite que brasileiros e brasileiras sejam au pair. Quase me ferrei na imigração, mas graças a Deus, o oficial bonzinho, lembrou de mim (por causa do meu nome enoooorme e por causa do carimbo que nada se via) e falou que realmente não tinha me avisado da proibição de ser au pair. Mas se você vai arriscar, no ilegal mermo, cuidado com as promessas fraudulentas. A média da bolsa ajuda não ultrapassa 120 libras. Você não deve cozinhar e comer com as crianças, e homem solteiro procura au pair é velha, mas ainda tem muita menina caindo no conto da carochinha!

John!

Recebi um convite de um amigo para acompanhá-lo a uma festa de final de ano de seus vizinhos. Ele me alertou que lá, seríamos os mais jovens, que a idade média da “moçada” iria ficar em torno dos 70, se não, mais.

Fui feliz, afinal, quem  me conhece (não esquece jamais, ó Minas Gerais – primeira piadinha infâme do ano) sabe que eu adoro esses encontros para falar de amenidades, etc.

Bom, na festa, realmente a média de idade era para além dos 70. O dono da casa tinha seus 70, sua mulher era considerávelmente mais nova, e percebia-se que estava completamente entediada. Dos outros convidados, acho que havia um com 85, outra com 80, e alguns que não cheguei a descobrir a idade, mas via-se que já haviam vivido uma longa vida.

Havia a Mrs. McIntyre. 80 anos. Foi enfermeira. Foi para a 2ª Guerra, onde conheceu seu marido. Infelizmente, acho que ela estava doente, mas era muito interessada sobre mim e meu país. Perguntou-me o nome de minha cidade, chamou o marido e pediu para que eu escrevesse em um pedaço de papel. Queria saber, no mapa, onde ficava meu pequeno paraíso. Achei o máximo ela ter todo esse interesse sobre mim, minha cidade, meu país. Imaginei-a chegando em casa, sentando em frente ao computador, digitando lentamente B-E-L-O-H-O-R-I-Z-O-N-T-E no Google. Mas aí ela olha para mim e diz: “I want to check in my Atlas where it is (quero olhar no meu Atlas aonde fica). Linda! Quase mordi! Obviamente consigo controlar meus impulsos de morder pessoas.

Outra figura que eu conheci foi o John. Não fui apresentada pelo sobrenome, acho que pelo fato de sua mulher não estar lá (os mais antigos, quando acompanhado de suas respectivas esposas, se apresentam como Mr. and Mrs. XXX, quando sozinhos, dizem apenas o nome). John tem 89 anos, seus 90 anos será em algumas semanas. Segundo ele, já avisou a família que está gastando bastante dinheiro em sua festa, já que sabe que não tem a vida toda pela frente. Durante a conversa, as pessoas ao meu redor sempre faziam alguma referência a windsurf e rugbi. Não entendia o porquê. Continuava na roda de conversa, e esboçava aquele sorriso “não entendi, mas continuemos”. Acho que meus parceiros de roda perceberam que eu não tinha percebido, e foi quando soltaram a bomba. John, em seus quase 90 anos, PRATICA WINDSURF e há dois meses, somente pelo fato de sua mulher ter dito ao médico que ele AINDA PRATICAVA RUGBI, teve que abandonar o esporte. Oficialmente. John me confidenciou que às vezes, ao invés de ir confessar com o padre, ele vai jogar um rugbizinho.

E eu achando que era a mais nova da festa.

John, que serviu na guerra em um porta-aviões, enfrentou racionamento de comida, viu o Príncipe Charles nascer, crescer, ter filhos, aos 90 anos, dá um banho de energia, alegria e vontade de viver. Quer uma festa cara, com tudo que tem direito, porque TEM que celebrar a vida que viveu, e que ainda vive intensamente. John não é um personagem criado para dar boas vindas a 2011. John existe, e é um exemplo a ser seguido.

Não deixemos que a idade, que a cada ano, inevitávelmente aumenta, se torne um peso em nossas costas, nos impedindo de fazer o que gostamos. Deixemos o John que existe em cada um de nós fale mais alto. Que pratiquemos esportes “radicais” aos 60, 70, 80 e, se tivermos sorte, aos 90 também.

Que o John que eu conheci se torne, na vida de todos, um exemplo. Um estilo de vida. John Way of Life. Bem vindo 2011.

 

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 4,200 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 10 747s cheios.

Em 2010, escreveu 125 novos artigos, nada mau para o primeiro ano! Fez upload de 184 imagens, ocupando um total de 139mb. Isso equivale a cerca de 4 imagens por semana.

The busiest day of the year was 8 de dezembro with 83 views. The most popular post that day was Diálogos entre Mr M e eu.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, madrugaemclaro.blogspot.com, brunahagemann.wordpress.com, naopenteiocabelo.blogspot.com e rindodemimcomigo.blogspot.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por nao penteio cabelo, daniela issa, permissão internacional para dirigir, blog nao penteio o cabelo e naomi ana hickmann

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Diálogos entre Mr M e eu dezembro, 2010
6 comentários

2

Sobre mim agosto, 2010

3

Francesinha setembro, 2010
8 comentários

4

Permissão Internacional para Dirigir junho, 2010

5

Esmaltes – Ana Hickmann Naomi maio, 2010