Ode à distância

São vários os tipos de relacionamento que uma pessoa pode ter. Tem o namoro yoyo, que é uma de termina/volta o tempo todo; tem o namoro mudo, que raramente o casal conversa, no máximo se beijam e ficam naquele silência mórbido; tem o namoro chiclete, que o casal faz tudo, se bobiar até vão juntos quando a natureza chama e pouquíssimas pessoas tem paciência (e estômago) para ficar por perto; tem o namoro de fachada, o de das almas gêmeas, o dos melhores amigos, e o namoro à distância.

O namoro à distância é aquele que, de vez enquando, junta todos os tipos acima. É nesse que eu me encaixo atualmente. O relacionamento à distância não é nem mais nem menos complicado do que um relacionamento “presencial”.  Ele precisa de mais atenção, mais cuidado, mais conversa. Mas não é mais complicado.

Quem não gosta de dar satisfações não deve se entregar a um relacionamento assim. Quem gosta de festas, e não abre mão da baladinha com as amigas também deve evitar. Deve-se abrir mão do churrasco do tio da amiga, para ficar em casa, num sábado de sol, para conversar, pela internet, com o outro, do outro lado da câmera, sabe-se lá onde.

O termo abrir mão deve ser normal, habitual. Abrir mão pela outra.

É um relacionamento intenso. E por experiência própria, e por relatos de amigas que vivem a mesma situação, não é um relacionamento de altos e baixos. É, contrariando o que a maioria pensa, muito mais estável que muitos relacionamentos presenciais. Não ha briga, nem discussões, nem picuinha. Cada momento é vivido com muita intensidade. A conversa é essencial. Sem conversa não há relacionamento. Sem conversa a distância física é quadruplicada. E aí sim, tudo fica muito mais difícil. Aí sim, é um relacionamento fadado ao fracasso. Aliás, qualquer tipo de relacionamento (não só amorosos, amizade, fraternos, familiar, profissional) sem conversa é fadado ao fracasso.

Pros lados de cá, nessa terra onde se canta o sabiá (rimo muito!!!), está rolando uma discussão sobre machismo causada por dois realities show: BBB 11 (ONZE, sim, onze. Me diz como sobrevive?!) e Troca de Famílias. A escritora Clara Averbuck foi uma das mães trocadas e descobriu, tempos depois da gravação dor reality que o seu marido a chifrou com a outra mãe. Ela alega que MILHARES de mulheres mandaram mensagens falando que a culpa era dela, que ela não conseguiu segurar o marido. No BBB os homens tratam as mulheres como lixo, e ainda assim há grupos de mulheres defendendo-os.

Os dois realities shows só foram mencionados para tocar no assunto da traição. Quando conheço uma pessoa e ela me pergunta sobre namorado, falo que Mr. M mora na Inglaterra. Por incrível (ou não) que pareça, normalmente, ou arriscaria dizer sempre, as mulheres  fazem comentários de que o que o coração não vê os olhos não sentem, que ele deve estar lá com outra e eu aqui, não aproveitando nada. Por favor! Me poupe. O relacionamento que vivo é na base da confiança, e não na base do que se pode fazer sem que o outro descubra. Essas meninas são as que vivem o relacionamento mudo, submisso e normalmente acabam solitárias. Machistas não devem se envolver no relacionamento à distância.

Sweetie, soon we will be together again, not temporarily. Soon we will be seeing eachother everyday, living the life we always dreamed of. I love you so much, eternaly! You are my best match! My other half. Te amo!

 

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7 pensamentos sobre “Ode à distância

  1. Tô contigo e levo mó fé num relacionamento assim.
    E, acredito, que dessa forma vocês dois se fortalecerão ainda mais.
    Tenho um exemplo aqui de uma amiga brasileira que veio fazer o doutorado também e deixou seu namorado aí, porém no Rio. Os dois se casaram e ela voltou à Espanha. Ela terminou o doutorado e está feliz da vida com seu casamento que está dando super certo. Ele vinha aqui de vez em quando quando ela não podia ir. Acho que tudo é válido quando se há amor…
    Beijos e sorte!

  2. Boa garota! Acho que essas amigas andam vendo muito BBB e acabaram com a visão distorcida sobre a vida real. Não é culpa delas. A culpa é da mãe, que as deixou ver muita tv. Bjos pro casal

  3. Eu conheço um que do namoro, noivado, ao casamento, foi tudo à distância e agora, juntos, estão se dando super bem. E essa história de, “hallo, vc não sabe o que seu “macho” anda fazendo sem você” é coisa de marcação de território mesmo. Relacionamentos não devem ser pautados assim. Nem haver a necessidade de “segurar” ninguém.
    Texto muito lúcido, viu?
    Bjs!

  4. Realmente é o que você disse. O que pesaria mais para mim num namoro à distância é a saudade terrível. Eu não consigo conviver muito bem com isso, haha. Mas tem que se confiar muito na pessoa, o que pra mim, é fato em qualquer namoro, seja ele entre países ou entre 2 andares diferentes de um prédio. Quando me mudei pra Curitiba estava ‘de rolo’ com meu melhor amigo, em São Paulo. Lembro que havia 1 semana que eu tinha me mudado e eu reclamei de dor de cabeça. Minha tia logo soltou: Já é o R. te metendo chifres!
    Eu falei na hora, sem dúvida nenhuma: Não, ele não é nem louco.
    Porque eu confiava nele àcima de tudo, e pronto!
    Hoje não estamos mais de rolo, mas ainda somos melhores amigos, e é isso que importa =]
    Beijos!

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