Sessao do Descarrego!

SAI! SAI DESSE CORPO COISA RUIM!

Inglaterra engorda. Fato. Afinal, onde mais você pode comer Cornish Pasties, Crisps (chips no Brasil), Pepsi, jantar todo dia, e pints e pints?

Além das malas absurdas, voltei também com um sobrepeso ilegal. Ele não me pertence, não faz parte do meu plano pro meu corpo! Sai de mim coisa ruim! Sai!

A partir de amanha, Primeiro de Abril (gente, juro que vou levar a sério amanhã e isso aqui não é uma piadinha de Primeiro de Abril), serei uma outra pessoa. Juro que, pelo menos, 7 kg vão-se embora me deixando esbelta, charmosa e inteligente. Ahhhh, cortei 20 cm de cabeleira! Uiiii!!!

Cada cm eliminado será contabilizado nos posts. Obviamente, para proteger esta que vos fala, a centimetragem original será preservada, e somente revelada quando estiver satisfeita com o corpitcho que Deus me deu. A centimetragem original será tratada (desprezada) apenas como X.

Agradeço aos colega blogueiro que não postem bolos, cup cakes, doces, marzipans, etc (olá dona Karine!!!! Adoro suas proezas culinárias, me super insentiva, mas ajudaê. Morri de vontade do cup cake que você postou. Ai tem o bolo de chocolate também!), e Bruna, tamo junta nisso de eliminá as gordurinha hein?!

 

Eu tolero, tu toleras, ele é intolerante

Intolerância.

Não estamos livres dela. Há intolerância na medicina (intolêrancia à lactose, à camarão), na escola (quando o atraso não é perdoado), no trabalho…

Hoje, foram dois casos de intolerância, em dois lugares tão distantes do mundo, que eu decidi escrever sobre isso. Fiquei tão mexida com isso, que deixei de escrever sobre a nossa preparação “humana” para a Copa do Mundo (já se fala muito na infraestrutura né?!)

– O programa CQC tem um quadro que se chama Povo Quer Saber, onde pessoas comuns (ou nem tanto) fazem perguntas à pessoas que estão, de alguma maneira na mídia. O “famoso” de ontem foi Jair Bolsonaro. Quem é do Rio deve saber mais sobre ele. Ele é um ex-militar, que defende a Ditadura (engole essa moleque), e tem um discurso nazi-fascista. É contra as cotas em universidades, homossexuais e racista. Então, Preta Gil fez uma pergunta a ele, e este senhor, simplesmente a distratou. Não só a ela, mas também à sua família. Espia só o vídeo.

– Uma pessoa conhecida minha, estava me contando como está de saco cheio de pessoas de países árabes chegarem na Inglaterra e tentar manter suas culturas, ao invés de se adaptar à deles. O caso foi o seguinte. Um turco parou o carro próximo a esta pessoa e pediu informações de como chegar a uma cidadezinha próxima a Chichester. Após as indicações, o motorista não entendeu muito bem, e ofereceu seu anel em troca deste conhecido entrar no carro e levá-lo até o local. Um simples Não rola, tô atrasado seria o suficiente para dar um chega prá lá no turco. Este conhecido ficou extremamente enraividecido (existe essa palavra? Se tiver errado me corrijam) com a oferta. Me contando o caso parecia que este conhecido foi ofendido, que o turco quase o arrastou para dentro do quarto. Calma, conhecido. Ele queria APENAS saber o caminho. O que tem o costume dele? Não está causando mal a ninguém! Ai, vem o conhecido e fala “se você vem pra um país estrangeiro, o mínimo que deve fazer é abster de seus costumes e se adaptar ao do país em que se encontra”. Sério? Quer dizer então que, quando você vai pra França tem que andar todo fashionzinho e tomar menos banho e usar mais perfume? Que se você é mulher e vai pra Itália tem que ser linda, e maravilhosa, mas depois dos filhos vira uma “mama”? Quando vem ao Brasil tem que sambar e jogar futebol?

Sem mais.

 

Visto – Estudante

Informações nunca antes vistas aqui no NPC. Visto.

Acredito que a maioria que chega aqui após uma pesquisa no google, acaba caindo aqui por conta de informações de como obter vistos para Inglaterra. Então este será o primeiro dos diversos posts sobre visto.

O visto de estudante é o visto que é mais usado para a imigração ilegal. Bastava se matricular em um curso de línguas, por exemplo, receber a carta convite, arrumar acomodação e pronto. Era o suficiente.

Obviamente que o Home Office não iria deixar barato.

A partir de Abril de 2012 todas as instituições de ensino que quiserem receber estudantes internacionais terão que ser classificados como “highly trusted sponsors” (tradução livre – patrocinadores de máxima confiança). Além de instituições de confiança, o aluno de cursos superiores devem ser fluentes em inglês. Estudantes podem ser barrados na Imigração (ao desembarcar do avião) se os alunos não conseguirem se comunicar sem um tradutor ou se não demonstrarem preencher os requisitos quanto à fluência da língua.

O visto de estudante para adultos (acima de 16 anos) é o Tier 4 (general). É necessário a comprovação de renda que segue a seguinte regra.

– Nove meses ou menos: deve-se cobrir todas as taxas do curso e comprovar 800 libras para cada mês de curso (se você ficar na região de Londres) e 600 libras (se ficar fora de Londres).

-Mais de nove meses: deve-se cobrir um ano de taxas do curso e comprovas £7.200 para cobrir custos de moradia (se em Londres), £5.400 (se fora de Londres).

A taxa para o visto é de 220 libras se você estiver fora do Reino Unido. Adicional de 220 para cada dependente (filhos menores e conjuge).

O site para maiores informações é http://www.homeoffice.gov.uk/passports-and-immigration/

Peço àqueles que pensam em ir para a Inglaterra e por lá ficarem ilegalmente que vá a p*** que * ***** à merda. Sim, xingo! Grito! Esperneio quando o assunto é esse. Vocês que fraudam o sistema de imigração são a pain in the arse! Egoístas. Fazem com que o processo imigratório para as pessoas que tentam ficar lá legais muito mais difíceis. Fazem com que se crie uma fama péssima para seus compatriotas.

Vou contar um caso. Em Junho de 2007, tinha ido à Itália para visitar uns amigos da minha família, e voltava para o Brasil 3 semanas depois da minha volta de lá. Ao chegar na Imigração, os agentes acharam que eu era MAIS UMA que saia do país e entrava novamente para que o visto de turista fosse extendido.

Como uma tragédia só não é suficiente, o sistema deles, onde estão cadastrados o povo deu pau. Fui levada para a sala da deportação, onde se bebe 50 ml de água por vez, e se serve sanduíche de pepino e maionese. Estava desesperada pois achava que seria deportada. Lá dentro, tinha uma brasileira, que teve a entrada negada. Ela alegava que tinha alugado a casa dela por 3 meses, por causa do Pan Americano que ocorreu no Rio, e que estava indo encontrar com o marido dela! Aham, senta lá Cláudia. Perguntei à bela donzela se ela já tinha avisado ao marido que ela seria deportada e ela falou que não. Estava apenas 1 hora retida lá e já tinha ligado umas centenas de vezes para Mr.M. , e não entendi o porque de ela não ter falado nada com o marido dela. Perguntei então se ela conhecia o marido dela. Ela respondeu não.

Juro, fiquei tão brava, mas tão brava, que me virei, e comecei a assistir televisão, sem áudio.

Então, pessoas que pensam em imigrar ilegalmente. TOMETE CRU!

 

O tal do Bully

Foi bem no início do namoro com Mr. M que eu ouvi pela primeira vez na palavra bully. Ela foi trazida para nosso cotidiano e, para aqueles que nunca ouviram falar, bully é aquela zoação, é o pegar no pé, bater, xingar, inventar nomes e apelidos para alguém. Quer ver como você já viu alguém sofrendo bully? Lembra do coleguinha que apareceu de óculos? Da menina alta e magra? Do gordinho? Todos tinham aqueles apelidos que achávamos que não traria qualquer mal a eles, mas quer saber?! Trouxe sim.

Mr. M me contava como sua época de escola foi um inferno, comparada à minha, a qual o único problema que tive foram com disciplina e notas, relativamente na  média (admito que abaixo da média em física). Quando comentava com ele que eu era feliz e não sabia, que não ligava em voltar no tempo, ele batia o pé e falava que naquela época, ele não quer nem pensar em viver novamente.

Nunca entendi o tanto que Mr. M sofreu na escola. Nunca entenderei a dor que foi causada a eles por pessoas que, hoje, são seus amigos. Como ser amigo de alguém que te fez sofrer tanto, que te causou tanta dor? Mas o coração de Mr. M é muito puro. Ele diz que os perdoa, que crianças são maldosas, e que estes amigos já provaram, em mais de uma ocasião a fidelidade e amizade a ele.

Não sei se conseguiria ser como Mr. M. Eu não queria que uma pessoa que fez da minha vida um inferno convivesse comigo. Jamais chamaria este indivíduo de amigo! Jamais! Esses traumas de infância podem fazer com que uma criança com uma boa estrutura familiar, sem problemas sociais, sem problemas emocionais possam ficar tão depressivas que elas cogitam o suicídio! Elas crescem magoadas, sem amigos, depressivas.

Uma vez, na estação de trem, vi um bando de garotos carregando um saquinho com doces. Havia um menino ao meu lado. Ele estava sozinho, e provavelmente sempre ficou sozinho no recreio, no almoço, nos trabalhos. Vieram alguns garotos e pediram doce, apesar de terem seu próprio saquinho. Ele deu a eles. Eu falei com ele, não dê seus doces a estes garotos que vieram aqui te zombar! Ele me disse que não ligava, que era melhor que isso do que ser chamado por nomes horríveis.

O Bully existe em todo lugar do mundo, mas foi na Inglaterra onde eu percebi que era real. Nunca tinha ouvido falar nisso no Brasil.

Recentemente foi postado na internet o vídeo do garoto Casey Heynes, onde um garoto o soca no rosto e desfere diversos outros socos contra ele. Casey, então, o segura, levanta o garoto e o jogo no chão. Quantas pessoas se sentiram vingadas com a atitude de Casey? Quantas pessoas queriam ter a coragem que Casey teve? Casey, na entrevista que coloquei abaixo, admitiu ter cogitado a possibilidade de suicídio, pois não tinha sequer um amigo. Apenas a companhia da irmã mais velha.

Não acho que violência deve ser combatida com violência. Não sei se concordo 100% com a reação do garoto. Mas sei que sua REAÇÃO, diferente de sua OMISSÃO ao longo de três anos de chacotas e abusos físicos e psicológicos, foi visto como um ato heróico pelo mundo. Na entrevisa, é mostrado como Casey é um garoto bom, e visivelmente frágil.

Bully devia ser crime! É abuso moral! Físico! E os praticantes deveriam ser punidos e não apenas alertados, como faz a maioria das escolas.

Black Cab

Vamos falar de taxis! Sim, taxis! Não vou entrar no mérito que, às vezes, os motoristas serverm  de terapeutas, âncoras jornalísticos e até analistas políticos. eu quero falar mesmo é do taxi, o carro.

Em alguns lugares os taxis são parte dos elementos da cidade.

Pense em Nova Iorque. Pense no taxi. É aquele taxi amarelo, com listras quadriculada em sua lateral. Você nem precisa ter ido a Nova Iorque para saber e poder visualizar em sua mente como é o famoso yellow cab.

Na Índia, tem os tuc-tucs. Eles são uma espécia de tricíclo coberto, que desafia as leis da física (e principalmente as de trânsito).

No Rio, acho que imitando os taxis de Nova Iorque, são amarelos com listras azuis.

Em Belo Horizonte são brancos. Todos brancos. A não ser pelos taxis especiais que são azuis.

Na Inglaterra, os taxis são aqueles black cabs. Eles são, para mim, uma das melhores opções de taxis. Eles não são uma van, mas cabem, de cara 5 pessoas sem contar o motorista! E é dele que eu vou falar.

Não só existem os black cabs. Existem os carros comuns que são convertidos em taxis, como em qualquer lugar do mundo, mas a graça toda está nos taxis TX4.

Agora um pouco sobre a história deste meio de transporte que eu tanto gosto. O que muita pouca gente sabe é que há uma outra designação para taxis, Hackney Cab. A origem do nome vem da palavra inglesada Hackney, do francês “haquenee”, uma raça de cavalos conhecida pela sua habilidade de trotar a velocidade moderada e por longos períodos. Excelente para puxar carruagens. A palavra cab é abreviação de cabriolet, termo comum para carror conversíveis. Cabriolet, no entanto, significava uma carruagem leve, de duas rodas, puxada por apenas um cavalo. Finalmente, a palavra taxi é a abreviação de taximetro. O taximetro foi inventado na Alemanha. Taxe em alemão significa cobrar.

O black cab é tão turístico como o red double deck bus.

O tradicional preto está sendo trocado, por causa das propagandas que são estampadas nas laterais dos carros, por cores como o amarelo, rosa choque! Qualquer pessoa pode, inclusive, comprar um anúncio e coloca-lo na porta do taxi.

Ah, se você está acostumado àqueles taxistas que não param de falar, os ingleses não são assim. Não mesmo!

Dr. Nail Polish

Há alguns meses, percebi que minhas unhas estavam cada vez mais e mais fracas. Não sei ao certo o que causou o enfraquecimento das bichinhas, mas sei que elas descascavam como se fossem de papel.

Tava feio!

Ainda estava na Inglaterra e aproveitei as minhas visitas periódicas à Boots para procurar algum produtinho que pudesse me ajudar. Nada.

Ao voltar pra Terras Brasilis eu reparei minhas unhas melhorando, mas nada como era antes. Ainda estavam fracas, mas pararam de descascar.

Ai, comecei a usar um dos produtinhos que comprei lá pros lados da rainha. É um duo de esmaltes da The Nail Doctor. Primeiro se passa o Rock On. É um esmalte de coloração verde, porém nas unhas fica incolor. Depois se passa uma camada de Toughen Up. É um base coat. Olha, não sei se é a água de lá que as prejudicou, o detergente (Fairy) que detonou, ou se foi sorte… mas o que sei é que elas estão crescendo.

Uoba. Logo colocarei mais fotos do crescimento, e se realmente funcionar o tráfico de The Nail Doctor direto aqui pra casa!

#prayforjapan

A terra tremeu. Tremeu e destruiu quase um país inteiro. Cidades inteiras foram levadas por uma onda gigante. Imagens mostram pátios, cheios de carros, sendo lavados, e seus carros levados como barquinhos de papel.

Destruiu-se pontes, estradas, alagou-se aeroportos. Aquela ilha do pacífico ficou em frangalhos. Falta comida, água potável, medicantos.

Falta, também, desespero, pânico! Como os asiáticos conseguem ser tão conscientes e tão organizados mesmo em momentos como este? A comida é distribuida “irmanamente” como dizia minha mãe, quando era necessário dividir o suco, iogurte ou algo com meu irmão gêmeo. Tudo para evitar brigas. As filas não são um amontoado de pessoas que se acumulam nos ombros de outras. Dá para saber o início, e o fim. A internet continua super rápida, permitindo os correspondentes internacionais links via Skype, com imagens em HD.

As cidades destruídas ainda estão cheias de entulhos, mas quem duvida que mais cedo que nós pudéssemos reformar o apartamento (Oi, mãe) estarão reconstruídas, modernérrimas, com metro funcionando (Oi, prefeitura de Belo Horizonte), internet que não cai (Oi, Net) e parques lindos e floridos para os velhinhos de olhos puxados fazerem tai chi?!

Como eles conseguem? Como eles conseguem não se perderem no meio do caos? Todo mundo mantém essa paz interior própria de orientais, mas somos seres humanos, todos iguais, e o desespero em ver sua casa sendo levada pela correnteza? E o desespero ao perceber que sua família não dá notícias? Obviamente que não estou questionando a falta de reação de pânico daquele povo. Muito pelo contrário. Queria entender como conseguir controlar as emoções. Não se desesperar frente a algo tão pequeno, comparado ao que eles têm passado na última semana.

Desejo aprender um pouco com eles. Sinceramente.

Nesses 15 dias

Foram 15 dias atípicos aqui em casa.. Não bastasse a obra (que já está na fase do gesso), a visita ilustre de Mr. M nos tirou de uma rotina que eu custo a me readaptar. Mr. M chegou em Belo Horizonte, e eu, sem querer, e por culpa do piloto da TAP chegou antes de mim. Ele teve de me esperar no aeroporto. Não foi culpa minha, e nem a primeira vez que isso acontece. Sorry Mr. M.

Mr. M trouxe a chuva. Choveu quase o tempo todo. Quando eu digo quase significa que a chuva parou, respirou, segurou o fôlego e continuava. Inclusive no Rio, durante o Carnaval, o que não o impediu de pegar um bronze… ok, uma vermelhidão.

Fiquei de motorista (do galere) quase que em tempo integral, então não poderei enaltecer, aqui, sobre meus porres e bebedeiras, uma vez que foram inexistentes. Mas tivemos churrascos, churrascarias, 12 litros de Guaraná goela adentro de Mr. M, 3 kg de pão de queijo forrando o estômago do inglês, praia, areia na bolsa, compra de canga, compra de 8 pares de havaianas. Desta vez não houve nenhum litro de cachaça, mas houve compra do colar de sementes.

Mr. M não é só meu namorado, é também o meu melhor amigo. Meu companheiro, que gosta de bobagem, de rir comigo, de rir de mim, de elogiar quando meu cabelo está nos seus piores momentos, de falar minha linda menininha, de fingir ser fluente em português, e de ter toda a paciência do mundo quando nenhum dos meus amigos falam inglês, apesar de saberem. Aliás, se você sabe inglês e tem preguiça ou vergonha de falar com o gringo que tá junto do seu galere, pense se a situação fosse o oposto.

Fomos em bloquinhos de carnaval, fomos em bares, em restaurantes, na piscina e no mar. Fomos em shopping, em feira. Passeamos nas ruas, acordamos tarde, fomos no cinema.

Mas ontem, no dia do casamento da minha amiga linda, Lisy, Mr. M teve que partir lá pro outro lado do Atlântico. Enquanto o meu tão sonhado visto não chega, desejo, ardentemente, que Mr. M venha, mesmo, em Julho como ele tem falado.

Enquanto esse tempo não chega, fotos!!!