#prayforjapan

A terra tremeu. Tremeu e destruiu quase um país inteiro. Cidades inteiras foram levadas por uma onda gigante. Imagens mostram pátios, cheios de carros, sendo lavados, e seus carros levados como barquinhos de papel.

Destruiu-se pontes, estradas, alagou-se aeroportos. Aquela ilha do pacífico ficou em frangalhos. Falta comida, água potável, medicantos.

Falta, também, desespero, pânico! Como os asiáticos conseguem ser tão conscientes e tão organizados mesmo em momentos como este? A comida é distribuida “irmanamente” como dizia minha mãe, quando era necessário dividir o suco, iogurte ou algo com meu irmão gêmeo. Tudo para evitar brigas. As filas não são um amontoado de pessoas que se acumulam nos ombros de outras. Dá para saber o início, e o fim. A internet continua super rápida, permitindo os correspondentes internacionais links via Skype, com imagens em HD.

As cidades destruídas ainda estão cheias de entulhos, mas quem duvida que mais cedo que nós pudéssemos reformar o apartamento (Oi, mãe) estarão reconstruídas, modernérrimas, com metro funcionando (Oi, prefeitura de Belo Horizonte), internet que não cai (Oi, Net) e parques lindos e floridos para os velhinhos de olhos puxados fazerem tai chi?!

Como eles conseguem? Como eles conseguem não se perderem no meio do caos? Todo mundo mantém essa paz interior própria de orientais, mas somos seres humanos, todos iguais, e o desespero em ver sua casa sendo levada pela correnteza? E o desespero ao perceber que sua família não dá notícias? Obviamente que não estou questionando a falta de reação de pânico daquele povo. Muito pelo contrário. Queria entender como conseguir controlar as emoções. Não se desesperar frente a algo tão pequeno, comparado ao que eles têm passado na última semana.

Desejo aprender um pouco com eles. Sinceramente.

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2 pensamentos sobre “#prayforjapan

  1. Uma das imagens mais incríveis que vi foi a de um povo pegando água numa bica pública… todo mundo esperando na boa, só com uma garrafa ou um saco. Na hora imaginei como seria no Brasil. Esse povo japa é sábio demais. Que eles se recuperem logo…

  2. Fofa, na cultura deles é proibido mostrar as emoções. Tocar os outros, sorrir ou mesmo dizer “eu te amo” (um pai para um filho) por ex, são coisas que não acontecem. Eles são condicionados a isso mesmo e é “normal” pra eles.
    Mas, pode acreditar que, por dentro, são tão humanos como nós.
    Bjs!

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