Faça o que eu falo…

Primeiro post com 26 anos. Não sei se isso acarreta alguma responsabilidade, alguma obrigatoriedade em tratar de assuntos exclusivos dessa classe de idade. Agradeço a todos que me mandaram um oi, um parabéns, os que beberam por mim, os que falaram que beberam, os que não lembraram e agora se remoem de vergonha (Alow Cláudio Antônio).

Ganhei o melhor dos presentes so far. Minha mãe falou que ia me dar a passagem pras England. Yey, todas comemora! R$1.400 reais, sem taxas. Porque não tenho muitas férias ficaria só uma semana, mas pelo menos é uma semana perto de quem mais quero estar perto.

Ontem, ao avisar a ele que estava olhando as passagens, perguntei quando seria a melhor época, a resposta veio de forma tão rápida e espontânea que não deu pra não soltar uma lágrima solitária e emocionada “tomorrow”. Owwwnnnn…

A leve proximidade dos 30 anos me fez refletir e obviamente fez meu sangue subir quando, no mesmo momento que refletia sobre minha pele, que envelhece a passos largos, uma pessoa colocou uma mensagem sobre teste em animais, e tal. Antes de qualquer coisa, SOU CONTRA. Mas admito, não ando com uma lista de produtos na minha bolsa de produtos que fazem teste com animais. Se me perguntarem, não saberei listar uma marca se quer. Mas se souber, paro de comprar a bendita marca. Sou efusivamente contra testes em animais, acredito que deve haver outras formas de saber se o produto é compatível ao homem.

Então, a pessoa que colocou a tal foto, gritando aos quatro ventos (na verdade só tava em caps lock) que deveriam testar produtos “na sua mãe”, é uma das pessoas que eu conheço que é mais viciada em produtinhos. Não vive sem um creme pra isso, é viciada em coisas pra cabelo.

Será que agora a moda é ser pro animal? Será que as pessoas se acham mais cool ao declarar no facebook que são radicalmente contra? Será que essas pessoas conseguem sustentar a falta do creminho ao descobrirem que são testadas em animais? Será que a imagem que você passa aos outros pode ser incompatíveis com o que você pratica? Seria a mesma coisa que um vegano ser chef de cozinha em uma churrascaria?

Admito minha falta de atitude em relação a tantos assuntos que sou contra, mas tento, ao menos, manter minhas atitudes ajustadas ao meus ideais.

Ser engajado em causas da natureza é importante. Não compro mais sacolas de plástico (em BH, para quem não sabe, não se pode dar mais sacolas de plástico. Cada uma custa R$0.19, e eu me nego a pagar quase R$0.20 por sacolinha, prefiro pegar uma caixa de papelão, ou levar minha eco-bag signed by Ronaldo Fraga), compro refis ao invés de novas embalagens – se meu vizinho jogar esse laser verde de novo no meu quarto eu vou ligar pra policia pra prender esse infeliz &%$#@&$ -, xingo pessoas que lavam calçada (passeio) com mangueira. Enfim, tento ser o mais ecologicamente responsável possível. Mas são coisas que não dizem o contrario do que falo. Enquanto muitos por ai se passam por ativistas, mas ao apagar das luzes correm pra primeira farmácia para comprar o novo creme anti rugas que possivelmente foi testado em animais, ou feito com óleo de golfinho.

 Ser eco-chato é o novo pretinho básico.

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