Coleslaw

Havia tempos que eu não cozinhava algo que me desse água na boca só de pensar. Há tempos eu tentava achar uma receita de Coleslaw (salada de repolho – distorce esse nariz porque a saladgenha é muito boa) pra chamar de minha. Dava uma olhada aqui, outra acolá, mas nenhuma me agradava. Até que…

Até que uma receita linda, gostosa, magnânima caiu no meu colo.

Então anotem aí a receita:

Miss Cherry’s Coleslaw

1 repolho médio picadinho

1 cebola média picadinha (não necessariamente em cubos, até preferiria, na MINHA receita, de não ser em cubos. Simplesmente corte fininho)

2 cenouras raladas médias/grandes

1 potinho de Helmman’s a verdadeira maionese (240 g)

60 ml de vinagre (1/4 de xícara de chá)

60 g de açúcar

1/4 de colher de sopa de chá de sal

Misture o repolho, cenoura, cebola. Num potinho misture o açúcar, o sal, o vinagre e mexa até ficar bem misturadinho. Jogue no repolho e cia e misture para que pegue toda a salada. Aos poucos acrescente a maionese até ficar da “cremosura” que você preferir. (eu ainda coloque um cadiquim de nada de mostarda).

Pipoca + Guaraná e filme

Fico super feliz quando um filme brasileiro, ainda que baseado numa estória fictícia, que se passa em uma favela, com muita violência, tráfico e etc. Mr. M, por exemplo, adora Tropa de Elite. Assistiu também o filme do ônibus 174 e outros tantos filmes daquele estilo.

Ai, discutindo com ele sobre os filmes brasileiros que tem maior publicidade internacional, me deparei com uma pergunta que corroeu meu pensar (lógico que não né?!).

Filmes ingleses. São só os cults que assistem? Fora os “clássicos” (Bridget Jones, 007, Harry Potter), quais outros não chegaram ao público “comum” e que valem a pena? Hein hein hein?

Para alguns, essa lista é cheia de filmes conhecidos, mas estou me baseando nos meus amigos, os filmes que eles já ouviram falar ou não.

(não vou fazer a sinópse, porque não sou obrigada porque sou péssima para essas coisas e não daria nada para eu SEM PERCEBER – apesar de reler o que escrevo umas 10 vezes – contar o ponto épico do filme)

– Billy Elliot: estória de um menino, filho de um empregado de fábrica machista, que troca as luvas do boxe pelas malhas do ballet.

– The Inbetweeners: Baseado na série de mesmo nome, é uma comédia que fez super sucesso na Inglaterra, apesar de receber apenas 70% de críticas postivias (this is england recebeu 93%). Trata-se sobre quatro amigos que formam do colégio, e como nos filmes americanos, uma “louca aventura está por acontecer”.

– A Papisa Joana (Pope Joan): Filme medieval, contado a estória da Papisa Joana, que é um certo tabu na Igreja Católica.

– Mandela – Luta pela Liberdade (Goodbye Bafana): Filme sobre o Mandela é sempre a must see. Este filme conta a estória do Mandela e do guarda de onde ficou encarcerado.

– Hot Fuzz (sem tradução): Comédia inglesa, ou seja, se você não entende o humor inglês, nem perca tempo, mas se você capta a sutileza (ou falta dela), vai rolar de rir.

– This is England (sem tradução): é um filme sobre os skinheads (e a cultura) no meado dos anos 80.

– The Scounting Book For Boys (sem tradução): Filme sobre dois amigos de infância (menino e menina), que escondem um grande secredo (muhaaa haaaa haaaa – risada do Dr. Abobrinha). Mr. M acha que é estranho e chato. Eu acho que é apenas estranho.

Banho!!!

ONDE?

Bath. Não, não é uma senteça imperativa. Bath é a cidade linda, charmosinha que eu estive na minha curta temporada no lugar que mais amo (segredo, neste momento, lágrimas cismam em se acumlar em meus olhos diante da lembrança do que a Inglaterra significa pra mim, oke, o que Mr. M significa pra mim). Minha cultura me impede de dizer que Bath seria uma mistura antiga de Araxá/MG (com seus banhos e águas sulfurosas) e Caldas Novas/GO (com seus banhos termais).

COMO CHEGAR?

Vamos começar pelo início. Como chegar em Bath. Fui de carro, saindo de Chichester, mas como a chance de centenas de milhares de pessoas sairem de Chichester em direção a Bath é ínfima, vou colocar a direção saindo de Londres.

Siga na M4, até a saída 18 (Junction 18). Bath está mais ou menos a 16 km desta saída. Acho que quem puder ir de carro, vale a pena. O interior da Inglaterra é lindo, e as paisagens dignas de quebra cabeças de 2000 mil peças.

SOBRE.

Bath é uma cidade que fazia parte do Império Romano, e era chamada de Aquae Solis (que graças as minhas aulas de Latim na sexta, sétima e oitava séries me proporcionam o inenarrável prazer de poder traduzir sem a ajuda do google, ou wikipédia – Águas de Sulis). Havia templos dedicados a Minerva.

ROMAN BATHS

Um dos pontos obrigatórios de visita são os Roman Baths. Eles ficam perto do centro comercial da cidade e para visitar o complexo custa £12.25 por pessoa (alguns lugares aceitam a carteirinha de estudante da ISIC – aquela que você faz pelo STB – como comprovante que você é estudante. Se estudante, o ingresso custa £10.75).

Há passeios guiados, mas com o ingresso você já ganha aqueles aparelhos que parecem um “tijorola” (telefones celulares antigos), que você disca o número do que está vendo e o o telefone te explica o que é. Para os brasucas que não sabem inglês, ferrou-se. Não tem o telefone em português. No máximo espanhol.

Os Roman Baths eram um complexo de águas termais e de veneração à Minerva, onde, estudos mostram eram visitados por viajantes. Há diversos salões, “piscinas”, e exposições de artefatos, esqueleto, e ruínas de Aquae Solis.

As águas tem, hoje, uma cor esverdeada. Mas isso não significa que a água é suja. Antigamente, havia uma cobertura sobre a piscina, o que impedia que os raios solares entrassem em contato com a água, mas hoje, sem essa cobertura, os raios solares induzem a produção de algas, dando a cor verde à água. (deve ser por isso que a Lagoa da Pampulha tem aquela água esquisita, néam?!)

As águas são bem quentinhas mesmo, em alguns pontos pode-se ver a fumacinha (que os biologicamente/fisicamente corretos chamarão de vapor), e as borbolhas são gases que são liberados na fonte (meu comentário infâme com Mr. M, que morreu de vergonha pois vááááárias pessoas ouviram foi “look the water farts just like you”).

JANE AUSTIN’S CENTRE

Keep calm and find yourself a Mr. Darcy. Quem nunca viu Orgulho e Preconceito (viu mesmo, por que ultimamente to achando que exigir do povo ler um pouco demais. O povo tá acostumado a esperar a sair o filme de uma obra literaria e não precisar gastar semanas lendo várias palavras e assimilando o que elas fazem juntas… é complicado né?!), e sonhou com o Mr. Darcy? Ai… muito mais galã que aquele vampiro lá, que me orgulho em não saber o nome (caprichetes morrem, arrancam cabelos e jogam pragas para mim e mais 4 gerações).

Então, mas nem só de Mr. Darcy vive o Jane Austin’s Centre. Jane, my BFF, nasceu em Bath e é uma das cidadãs mais ilustres da cidade.

O centro é numa casa que mantém toda a atmosfera de como era viver naquela época. Existe roupas, móveis, e outras informações sobre a vida da escritora.

Custa £7.45 para entrar, e o gift shop é sensacional, com direito a chaverinhos, adesivos de carros (que não foram adquiridos por que Mr. M me convenceu que ninguém entenderia), blusas, canetas tinteiros, lápis e tudo que I love Mr. Darcy tem direito.

OUTROS

Não vou me delongar sobre as coisas que tem pra fazer lá. Passei só um dia, então, não sou uma expert na cidade, mas lá há muito para oferecer.

Thermae Bath Spa é onde você pode aproveitar as águas termais e relaxar. É uma espécie de day spa, com vários serviços que você pode adquirir. Os preços são: £16.00 para uma hora e meia de spa, £26.00 para duas horas e £36.00 para 4 horas. Dica preciosa do dia: COMPRE PELA INTERNET O INGRESSO. A FILA É GRANDE e quando você está viajando, a última coisa que quer é passar UMA hora na fila né?!

Abra-te Porta

Existem diversas coisas que me fascinam na Inglaterra. A língua, juntamente com o sotaque, a estranhíssima cultura das festas em casa, a falta de vergonha na cara no quesito “festa à fantasia”, e as portas. Portas. Sim, portas.

Portas inglesas me encantam. Da mesma forma que esquilos graciosos com suas patinhas que seguram nozes nos parques durante o inverno, me encantam.

Imagine uma porta, de madeira, vermelha. Ou azul. Com aquele puxador típico, sem a nossa maçaneta convencional, somente com o buraquinho da chave. Owwnnn. Linda!

Não obstante as cores, o tamanho das portas são um “q” à parte. Sejam elas retangulares, ou com pontas ovais, sua altura sempre me chamam atenção. Algumas não passam de 1.60m., outras tem pelo menos 2.10m.

Há estudos científicos que comprovam que a média de altura da população aumentou com o passar do tempo. Não precisava de uma pesquisa científica para isso, apenas dê uma olhada para seu primo de 14 anos, que tem quase 2 metros de altura. Então, quanto mais antigas as portas, menores elas são. Isto considerando uma família de classe média, pois as famílias com melhores condições financeiras tinham portas mais altas.

Ai as portas…

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Já bateu saudade

Mal cheguei e já nao quero estar aqui.

Nesses 10 dias, segurei minhas lágrimas, já que sofro do mau de antecipacionis croniculis, que me faz sofrer com bastante antecipacao qualquer evento que se aproxima. Consegui segurar minhas emoções até momentos após já ter feito o check in no aeroporto.

No PUB do Heathrow (tinha que tomar a última ginger beer néam?!) a garçonete ficou até com dó. Me ofereceu vários lenços de papel tamanha a quantidade de fluídos lacrimais que escorriam bochechas abaixo. Minha pele chegou a ficar sensível. Vermelha como se estivesse morrendo de gripe, com uma dor no peito inigualável. Como é difícil despedir daquele para quem voce enfrenta mundos e fundos para estar juntos. Como é difícil despedir daquele que tem a posse e propriedade do meu coracao (cheesy moment – cheesy music playing now).

Uma vez, aqui mesmo, postei sobre home is where your heart is. O meu definitivamente nao está em Belo Horizonte. Definitivamente. O meu coração tem endereço certo. Destino sabido. Deve ser por isto, também, que voltar para cá é tao difícil, doloroso, lacrimejoso. Nao ligo de morar aqui ou lá. A importancia toda está onde Mr. M está em relacao a mim. Qualquer distancia aceitável é aquela de, no máximo, 1,5 km de distancia da minha residencia. Máximo.

Mas já estou de volta. Feliz por ter conhecido o (meu, o seu, o nosso) Madrugador, feliz por ter ido a Bath e mais ainda por ter acrescido 350 milhas na minha contabilidade de milhas percorridas na mao inglesa (contabilizo atualmente impressionantes 1.300 milhas dirigidas).

Logo farei alguns posts sobre esta minha visitinha a terra da rainha que eu amo tanto.