Verdade é doce

É bom ter reconhecimento no trabalho, fazer as coisas bem e comção e ver que seus colegas reconheceram seu esforço. Meu chefe tem um jeitinho todo especial de nos motivar: como crianças, ele nos dá pontos. A cada tarefa bem feita, um ponto. A cada vacilo digno de dó, menos um. Ao alcançarmos 10, ele paga a conta do happy hour.

Já estou quase no meu primeiro prêmio. 8 pontos. Meu colega de trabalho tem minguados 3.

Então, dito isso. Eu trabalhava no setor “A” do escritório, até início de junho. Passei, com as devidas honrarias, para o setor “B”. Na minha transferência, alguns documentos ficaram comigo, vez que o setor A passava por uma reformulação. Guardei, então, para que evitasse ficar perdidos entre caixas, pastas e outros processos.

Quando tudo se estabeleceu no setor, entreguei todos os documentos que guardei com o MAIOR ZELO. Sim, zelo. Entreguei, EM MÃOS, um determinado documento, importante, para a Ms. F.

Eis que, na quarta feira, voltando de um agradável (só que não) passeio à Junta Comercial,  me ligam perguntando “cadê o documento do divórcio do Johnnes”. Informei que havia entregado o documento a Ms. F.  Minutos depois me ligaram novamente, informando que a “queridinha” não havia recebido nada. Fiquei louca né?!

Cheguei no escritório e revirei minhas coisas. O documento não estava lá. Claro que não, eu havia entregue aquele bendito pedaço de papel à ela. EM MÃOS! Obviamente, assim que sentei, pensando em o que fazer, meu chefe, do G6 (dono do escritório, óbvio), me liga pedindo para ir a sala dele. Pronto. Era exatamente o que eu precisava.

Fui, e descobri que a Ms. F teve a audácia de falar com ele dizendo que eu tinha convencido a todos do escritório que eu havia entregado o documento, que havia um complô.

Sou calma, serena. Mas acho que meu chefe ao acreditou muito nisso. Logo que ouvi o lado da história da dita cuja, devo ter ficado vermelha, pois ele me ofereceu um copo d’água e me sentar.

O bafafá continuou. Até que ouço um gritinho vindo da sala do setor A. Não é que a bonitchénha não acha o documento na gavetchénha dela? Owwnnn.

Ou seja, a semana foi péssima. Fiquei chateadíssima, e sempre que isso acontece meu corpo reage da pior forma possível, adoeci. Oh well…

Ps: a queridgénha não pediu desculpas. Meu big boss mandou uma caixa de Nhá Benta da Kopenhagem com um bilhetinho simplesmente falando “desculpe por não ter duvidado da história assim que a ouvi”. Meu boss dos pontinhos me deu 2 (daí a soma dos 8 pontos). E ela? A queridgénha, ganhou mais uma defensora pra sua transferência… pro Camboja.

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