Faz quadradinho, faz quadradinho..

Venho, por meio deste, riscar mais um item da minha lista de 1001 coisas pra fazer antes de morrer:

Show da Valeska Popozuda

What an experience!!!!

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Hoje é dia de Lulu, bebê!

Há alguns anos, quando, pela primeira vez, atravessei o Atlântico, não esperava sentir falta de coisas que eu senti. Não esperava comer arroz puro, por simples saudades daquele arroz feito pela Rosa (já que minha mãe não cozinha), ou ouvir forró pelas ruas, ou mesmo ouvir o rádio e entender tudo que se fala, e não apenas algumas palavras e rir junto com os outros de piadas que não entendia.

Sentia falta ouvir música brasileira. Daquela que nos faz parar e pensar na praia, sol, cerveja e futvolei. E olha que sou de Belorizonte, onde obviamente, não há praia e futvolei. Foi ai que Lulu Santos entrou no meu ipod. Já ouvia sua música desde os primórdios tempos que Malhação tinha como tema uma de suas músicas, André Marques não era apresentador do Video Show, e sim o Mocotó, e Malhação era uma academia e não um colégio.

Lulu Santos entrou na minha vida para me fazer companhia. Nos momentos que ficava sozinha em casa, esperando Mr. M chegar, colocava o CD Acústico Duplo MTV e pronto!

foto by @anaclaraflores

Ahh.. a micareta

Apesar de 4 anos longe de eventos como este (Nana Fest), antes mesmo de chegar o local a empolgação já tomava conta de mim. Numa micareta, tudo começa pelo abada. Tá bom, não sou daquelas que cortam o abada fazendo ultra decotes, nem deixando metade da barriga de fora… prefiro apenas deixa-lo usável. Ao colocar a mortalha (sim jovens, há alguns anos, o abada era chamado de mortalha) uma onda de empolgação e felicidade tomou conta de mim. Havia anos que não vivenciava tamanha anciedade.
Minha querida amiga Tata me buscou e fomos ao Mega Space, em Santa Luzia. Não vimos muitas pessoas pelo caminho que iam para lá, mas chegando nas redondezas me lembrei porque, na maioria das vezes, eu tinha preguiça de micareta. Milhares de adolescentes desorientados, correndo e gritando pelas ruas, meninas com abadas cortados de forma mais piriguete possível, muitos afetados, muitos se embreagando antes mesmo de entrar, mais ainda usando lança perfume e se achando os doidões da vez (hello people, lança é uma merda!!!).

Paramos o carro e fomos para o camarote. Dei graças a Deus por ter ido de camarote, olhei para a pista e pensei “Protegei-os ó pai”. Confusão, meninos agarrando meninas a força, meninas dando PT… preguiça total. A medida que os shows foram passando, fui relaxando e deixando de reclamar da quantidade de adolescentes afetados que tinham por ali, inclusive um que chamou minha atenção por horas. Um garoto, de uns 15/16 anos, com o corte de cabelo igual do Neymar, jogador do Santos, que rebolava como forma de conquista. Obviamente ele não pegou nenhuma menina que chegou, afinal de contas, quem é que se sente atraída por um moleque com cabelo esquisito rebolando a bunda como se fosse o cara do rebolation, o Xandy do harmonia do samba, etc?

Foi muito bom reencontrar moçada do colégio. O tempo passa e você percebe que você tinha uma certa importância na vida deles quando um deles, que você quase nunca conversava, chega para você e fala “Ana, lembro sempre de você, toda vez que penso num avião (meu pai era piloto), na carreira de piloto, penso em você“. Fiquei de cara, o Tomás sabia meu nome?!?!?! Desde quando?

Que venha a próxima micareta.