Guia de Férias NPC

Foram quatro semanas com a melhor companhia que eu poderia querer. Mr M conseguiu umas férias super blaster longas e ficou o tempo todo aqui.

Nessas quatro semanas fomos a diversos lugares nunca dantes visitados e resolvi colocar nosso roteiro (com minhas observações para aqueles que queiram dar umas voltinhas pelos lugares que fomos).

Bom, vamos começar pelo começo:

– Belo Horizonte, minha cidade do coração: Zoológico, Mercado Central, Paraglading.

– Ouro Preto

– Salvador

– Praia do Forte

Vou preparar as fotos, os detalhes, as informações, e a partir dessa semana o blog tá com força total. Infelizmente sem Mr M!

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Nesses 15 dias

Foram 15 dias atípicos aqui em casa.. Não bastasse a obra (que já está na fase do gesso), a visita ilustre de Mr. M nos tirou de uma rotina que eu custo a me readaptar. Mr. M chegou em Belo Horizonte, e eu, sem querer, e por culpa do piloto da TAP chegou antes de mim. Ele teve de me esperar no aeroporto. Não foi culpa minha, e nem a primeira vez que isso acontece. Sorry Mr. M.

Mr. M trouxe a chuva. Choveu quase o tempo todo. Quando eu digo quase significa que a chuva parou, respirou, segurou o fôlego e continuava. Inclusive no Rio, durante o Carnaval, o que não o impediu de pegar um bronze… ok, uma vermelhidão.

Fiquei de motorista (do galere) quase que em tempo integral, então não poderei enaltecer, aqui, sobre meus porres e bebedeiras, uma vez que foram inexistentes. Mas tivemos churrascos, churrascarias, 12 litros de Guaraná goela adentro de Mr. M, 3 kg de pão de queijo forrando o estômago do inglês, praia, areia na bolsa, compra de canga, compra de 8 pares de havaianas. Desta vez não houve nenhum litro de cachaça, mas houve compra do colar de sementes.

Mr. M não é só meu namorado, é também o meu melhor amigo. Meu companheiro, que gosta de bobagem, de rir comigo, de rir de mim, de elogiar quando meu cabelo está nos seus piores momentos, de falar minha linda menininha, de fingir ser fluente em português, e de ter toda a paciência do mundo quando nenhum dos meus amigos falam inglês, apesar de saberem. Aliás, se você sabe inglês e tem preguiça ou vergonha de falar com o gringo que tá junto do seu galere, pense se a situação fosse o oposto.

Fomos em bloquinhos de carnaval, fomos em bares, em restaurantes, na piscina e no mar. Fomos em shopping, em feira. Passeamos nas ruas, acordamos tarde, fomos no cinema.

Mas ontem, no dia do casamento da minha amiga linda, Lisy, Mr. M teve que partir lá pro outro lado do Atlântico. Enquanto o meu tão sonhado visto não chega, desejo, ardentemente, que Mr. M venha, mesmo, em Julho como ele tem falado.

Enquanto esse tempo não chega, fotos!!!

Quase Natal

A beleza do gelo esconde a maldade de sua superfície irritantemente lisa. Apesar de todo o brilho que o gelo dá à calçadas, carros e qualquer outro objeto outrora ignorado pela falta de cores, ele também me causa dor.

Meus músculos se contraem como forma de me firmar no chão escorregadio. Minhas mãos ficam doloridas e sinto as suas extremidades queimarem. O simples ato de abrir e fechar as mãos se torna uma tarefa digna de boa tortura!

O gelo que se acumula nas calçadas quase me impedem de sair de casa. Mas penso duas vezes e agradeço, mais uma vez, o privilégio de poder experimentar (e me dar o direito de odiar de vez em quando) o gelo, a neve, o frio.

Com quase 4 cm de gelo acumulado na entrada de casa, me equilibro todas as vezes que eu entro e saio pela porta. O esforço para me manter em pé não é diferente nas ruas que me levam ao city center e estação de trens. É fácil perceber que as temperaturas amenas (e coloca amena nelas) fez com que as compras de última hora, tão comuns no Brasil (talvez mais comuns que as compras antecipadas), fossem feitas de maneiras não convencionais, ou melhor online. Os correios ingleses já mandaram avisos dizendo que não estão dando conta de toda a demanda, e para dificultar, o gelo nas estradas faz com que alguns lugares da Grã-Bretanha ficasse praticamente inacessíveis, acumulando mais e mais pacotes de presentes, que infelizmente, só chegarão a seus destinos bem depois da passagem do bom velhinho. Triste de pensar que diversar crianças não receberão seus presentes na manhã de Natal.

A previsão do tempo passou a ser algo indispensável em meu dia. Quero dar adeus à camada de gelo, quero poder andar sem dificuldades, CORRER! Não, agora correr é um atentado aos bons costumes e ética! Não se corre quando a maior parte das pessoas não consegue se quer andar alguns metros sem dar uma patinada.

Hoje chove, e já vejo as ruas serem lavadas e a camada sólida de gelo começa a derreter. Temo pela noite. É durante a noite que as temperaturas são as mais baixas e aí as poças de água, gelada, se congelem, transformando em novas e maiores poças de gelo.

 

Papai Noel, eu sei que eu reclamo de frio, de neve, de gelo, mas, por favor, será que da para mandar uma nevezinha no Natal. Só para ter aquela coisa de White Christmas. Pode ser?