Resumo da Semana

Graças a Deus o casamento real passou, agora podemos voltar a nossa realidade.

Realidade essa que me agrada mais do que a vida da nova Princesa Duquesa de Cambridge. Já pensou não poder tomar sol na laje, usar calcinha velha, usar aquele camisão do namorado que vai até o joelho e que cabem duas de você dentro? Isso não é vida! Mas ela estava linda!

Na minha realidade, enquanto na Zoropa o sol volta a brilhar, as flores voltam a florir, aqui começa a fazer friozinho. O endredon já voltou a ser necessário nas noites de Belo Horizonte, o casaquinho é essencial nas manhãs. Adoro este tipo de clima!

Páscoa passou como se fosse um dia comum. A única lembrança do bom e velho coelhinho da Páscoa foi a vinda da Gabriela pois o coelhinho passou aqui e fez uma confusão. Eu precisava da companhia dela para achá-lo. Bendito coelhinho! Saiu pela janela enquanto Gabriela procurava por ele dentro do armário!

Em resumo, minha vidinha tá bem parada sabe. Tenho corrido muito atrás do visto, de influências que possam me contratar lá, mas parece que nada será fácil!

O regime está indo de vento em popa! Já se foram 7 cm de cinturinha de pilão, e a calça djeans que eu comprei há dois anos, apertadinha, que deixava os gurdurinha prá fora, já está folgada. Ou seja, estou melhor que há dois anos! Viva (se Ernani vier falar de cerveja, churrasco e coisas engordativas ganhará um post dedicado à falta de cavalherismo E camaradagem, tá avisado – imagine um dedo apontado pro nariz do meu amigo madrugador). Estou feliz, e mais confiante. Ainda faltam uns centímetros a serem esculpidos (porque fala sério, depois disso tudo, tão é esculpindo uma deusa no meu corpitcho) – gente eu tenho que me glorificar, porque eu estou ultra feliz.

Essas próximas duas semanas serão bem especiais. Uma amigona (outra) irá se casar, e sabe como é, temos que estar mais lendas e goxtosas que nunca. Vou contar um caso rápido sobre o casório dela. Fui na loja X (propaganda aqui só com dinheiro no meu bolso beibe), e pedi a lista de Renata e Lucas do dia 14. A senhora vendedora me entregou a lista, mas achei esquisito porque, os noivos são um casal, assim, de um poder aquisitivo maior e tal, e na lista não constava nenhum ítem com mais de R$1000,00. Não fiquei confiante, não levei o que eu separei e voltei para casa. Mandei uma mensagem pra minha amiga perguntando onde estava a lista, e ela confirmou que era na loja X. Ela me falou para entrar na internet que dava pra comprar e passou o número da lista.

Fui no site da loja e digitei o código. Acreditem. A vendedora me passou a lista errada!!! Ia comprar presente pra noiva errada!

Bom. É isso.

Amanhã irei contar um drama que tenho vivido (drama de verdade, com direito a Boletim de Ocorrência e constragimento ilegal e ameaça). Senão vocês não vão comentar em post nenhum!

Bom primeiro de maio pra quem trabalha, e pra que não trabalha, meus pêsames porque esse feriadinho precioso caiu no domingo!

Saudade

A toda ação, espera-se uma reação. Quando abraçamos alguem, esperamos que sejamos abraçados de volta, quando dizemos  bom dia, esperamos um bom dia também. As reaçoes que recebemos diante de nossas açoes são apenas conseqüências. Se um dia dizemos adeus, espera-se a saudade.
O que é pior: dar adeus ou recebê-lo? No meu caso, admito ser difícil de dizer, afinal de contas fui eu quem “deixei para trás” meus amigos, família, minha petit gateau, meu quarto, meu travesseiro, minha cama. Fui eu quem um dia me dirigi ao aeroporto sabendo que só iria comer um arroz e feijão da Rosa de novo num futuro, talvez, longínquo.

Quem da o adeus e aquele que vai, ou que fica? Se for o que vai, sou PhD em receber adeus, voltar para casa e chorar rios de lágrimas, lágrimas doloridas, que somente quem as sente sabe o quanto dói. Se for aquele que vai, o adeus não é tao dolorido, pelo menos pela minha experiência. Sempre dei adeus quando fui atrás de algo maior, como minha felicidade, meus sonhos…

Deixei para trás toda aquela vidinha que levava em BH, deixei para trás minhas melhores amigas de uma vida toda, deixei para trás o sonho de minha mãe me ver trabalhando no que ela queria, deixei para trás o conforto da minha casa, o gosto da comida da Rosa, o abraço da Gabriela. Deixei para trás muita coisa indiscritíveis e agora sofro com a consequencia. Meus parentes e amigos que me perdoem, mas não tem um dia que não penso na Gabriela. Como dói pensar na minha “neguinha” crescendo, descobrindo o mundo, me chamando pela casa ou quando está em sua casa e não poder brincar com ela, abracar, beijar, morder, sair para passear, fazer compras. Afinal ela sempre foi minha companheira. Oh neguinha, se tivesse pedido para ficar, juro que não a largaria para trás. Iria te buscar na creche todos os dias, comprar chup-chup de morango e balinhas! Duas, uma para cada mão! Se soubesse que dizer adeus a ela teria a consequencia da saudade infinita e dolorosa não sei se estaria aqui.

Por ela…

Se tem uma coisa que mexe com meu coração e me faz pensar nas minhas ações é uma pessoa que tem nada mais nada menos que 81cm. Não dorme sem o bibico. Não come sozinha. Precisa de ajuda para tomar banho, se limpar, se vestir. Usa fralda para dormir. Ainda não consegue pentear o cabelo. Adora o Shrek e Hi-5. Sabe de cor as músicas do Balão Mágico. Conta de 1 a 10! E tem 2 anos e 6 meses. Me chama de Dindinha Cacaia. Quando está com raiva, por eu ter a repreendido me xinga: boba! Não consegue não mexer no meu cabelo! Me acorda quando chega em casa e ainda durmo! Come só batata quando vai no Mc Donald’s. Tem medo do brinquedão. Tem medo do Teletubbies. Dança Rebolation, apesar da Dindinha aqui achar o uó!
Minha neguinha…