You are now approaching King´s Cross

Meu amor pela Inglaterra é imensurável. Tudo quase tudo ali, conspiram de tal forma que eu não teria outra escolha senão ama-la (a mala, sempre lembro do professor falando para ter cuidado em usar palavras que poderiam lembrar outras palavras e expressões foneticamente, tipo these fears e the spheres). Um dos meus amores que mais me perturbam é o metro. Sim, o metro. Isso porque o ex resolveu que iríamos assistir a um filme que se passa no tube (leia-se tchubi). A anta aqui poderia muito bem ter fechado os olhos, dormir, mas não, assistiu toda a epopeia da personagem principal.

O filme se chama Creep.

Amo a praticidade do tube, odeio o cheiro, o som, a aglomeração.

Eis que hoje, na minha leitura diária de the Sun, the independent e BBC me deparo com a notícia que Príncipe Charles andou no tube, depois de 33 anos, para comemorar o centésimo quinquagésimo (diga-me a verdade, você sabia escrever 150° por extenso?) aniversário do sistema de transporte em questão.

Lindo né?! Até que eu li que ele andou por somente uma estação. Nesses aproximadamente 5 minutos (entrar numa estação –  Farringdon, pegar o oyster da mão de um assessor, passar na catraca, esperar o trem, entrar, tirar fotos no vagão, sair, passar pela catraca novamente e sair da estação – King´s Cross) ele deve ter causado um tumulto tamanho, que até agora deve ter gente procurando ele pela estação. A comitiva do Príncipe Charles era composta da digníssima esposa Camilla (não sei se é porque nunca fui com a cara dessa Camilla, mas tenho a impressão que eu nunca fiquei sabendo do enlace matrimonial deles. Estou sozinha nessa?)  e vários seguranças.

Enfim, o importante desse post é, QUE FALTA ME FAZ NÃO TER QUE PEGAR O CARRO PRA TRABALHAR. Por mais que seja cheio e fedido, transporte público melhora sim a qualidade de vida das pessoas. Quantas pessoas deixariam de usar o carro, simplesmente porque não iam mais precisar procurar vaga, ou pagar o combo combustível + estacionamento (que poderia ser equivalente à minha falência).

Let the heir enjoy the ride then.

charles

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Boxing Day – brazilian style

Heeeeyyy sexy laaaddieeee,

Brasileiro adora importar tradições de outros lugares, ainda mais se for com intuito comercial. Há pouco tempo, o Black Friday foi um estouro de vendas (e reclamações). No Black Friday de 2012, houve um aumento de 386% nas vendas online comparado a um dia comum (Não Penteio Cabelo é cultura fia!!!). Eu não cai nessa.

Agora, para minha surpresa, eles importaram o Boxing Day. Wohooo mais um dia de compras desenfreadas e inúteis!

Acontece que o Boxing Day nunca foi INICIALMENTE um dia para se esbaldar nas lojas!

O Boxing Day se trata de uma data especial, que é celebrada no dia 26 de dezembro. Há relatos de comemorações da data desde 1663.

Na Grã Bretanha (não me canso de pensar Bretanha, Bretanha, Bretanha… mas que nome mais ordinaáááááário), havia o costume de entregar “caixas de natal” a trabalhadores, como forma de agradecê-los pelo bom serviço apresentado durante o ano. Essa tradição é relacionada a outra que dizia que os serviçais tinham que esperar pelos mestres no dia de natal, só podendo visitar a família no dia seguinte. Os mestres, então, davam aos serviçais uma caixa com presentes, bônus, e algumas vezes incluíam sobras de comida.

Bammmmm. Eles importam uma tradição que é basicamente mostrar certa gratidão àqueles hierarquicamente subordinados e transformam numa corrida insana de compras. (estou no meu momento egalité, fraternité, liberte então não vou comentar que euzinha já pesquisei em todos os sites de descontos, no asos.com, dorothyperkins.co.uk, next.co.uk, newlook.com e accessorize.co.uk)

Abaixo segue fotos do boxing Day, ontem, que ocorreu na minha saudosa maloca Londres.

Boxing day – Londres

Boxing day – Londres (poor shop attendant)

Boxing Day – Londres (correeeee tiaaa)

 

 

God save the Queen!

E Deus está mesmo tomando conta da Rainha mais querida do mundo. 60 anos no poder. 60 anos. Mais do que o tempo que Silvio Santos está na frente do SBT!

A rainha Elizabeth, quando criança, era a terceira na linha sucessória. Seu avô era rei, seu tio seria o próximo e depois, somente depois viria ela. O tio da Rainha Elizabeth, o então Príncipe de Gales era bem jovem. O Rei faleceu quando a Rainha tinha 10 anos de idade, e seu tio o sucedeu, porém seu reinado, se é que possamos chamar assim, durou apenas um ano pois ele abdicou do trono para poder se casar com Wallis Simpson, americana, divorciada, o que havia gerado um grande incomodo com a família real (quem lembra do filme O discurso do rei). O pai da Rainha tornou-se rei. Em 1952, com a morte do pai, Elizabeth do Reino Unido.

E lá se vão 60 anos.

Pra quem estiver em Londres no dia 4 de Junho, haverá um grande show, em Buckingham, com presença de Shirley Bassey, Alfie Boe, Jools Holland, Jessie J, JLS, Elton John, Tom Jones, Lang Lang, Annie Lennox, Madness, Paul McCartney, Kylie Minogue, Cliff Richard, Ed Sheeran e Stevie Wonder.

Bom né?! Pelo que sei, os ingressos para a “área” de show já estão esgotados, mas acredito que as pessoas irão se dirigir (se aglomerar mesmo), nas redondezas, então se você estiver disposto a enfrentar tudo para ver Paul McCartney a rainha, vai fundo irmão!

Haverão diveeeersos eventos que valem a pena. O museu Victoria & Albert, por exemplo, tem, desde já, uma exposição com fotos da rainha durante sua vida. É legal, vale a pena ir.

Curiosidade

– Em Portugal, eles chamam a Rainha Elizabeth de Izabel. Acredito que no Brasil tenha mantido o nome “original” para não confundir com nossa Princesa Izabel. Faz sentido, né?!

– Acrônimos:

            HRH – His/Her Royal Highness

            TRH – Their Royal Highness

            HMS – His/Her Majesty Ship

Thames River Cruise

Enquanto rola uma festa junina aqui perto de casa, e o DeeJay só sabe tocar músicas antigas e funk de péssima categoria, resolvi escrever sobre um programinha divertido para se fazer em Londres, de preferência no verão.

Estamos oficialmente na alta temporada européia, já que, de acordo com o calendário maia eles estão no verão, aproveitemos o ar puro e quente da capital da Inglaterra e façemos um passeio diferente.

O passeio de barco pelo Rio Tames é uma visão diferente que a maioria dos turistas tem de diversos pontos turísticos de Londres. Você tem, por exemplo, a possibilidade de passar sob a London Bridge, de ter uma visão de um angulo privilegiado do Big Ben…

O roteiro que eu escolhi quando fiz esse passeio foi pegar o Catamaran em Westminster e descer em Greenwich. O dia estava ensolarado, bem gostoso. Aconselho que você faça esse passeio se não houver possibilidade de chuva! Acredite, não chove todo dia em Londres, da mesma forma que não faz sol todo dia no Rio de Janeiro.

O passeio demora um pouquinho, então se você está naquelas de passar 2 dias em Londres, eu realmente não recomendo o passeio de barco, pois ele toma uma boa parte do seu dia. Mas se você tem tempo folgado para explorar Londres (e outras cidades também), senta e anota as dicas!

– 2for1 voucher: esses vouchers 2for1 são uma mão na roda. Você compra um e ganha o outro, maaaaannnnssss você tem que apresentar o voucher ou o ticket de trem laranja (os tickets dos trens da national rail). Para pegar seu voucher, clique aqui.

– Picnic. O mundo capitalista funciona assim, se é um lugar restrito, as poucas alternativas de comida boa e barata, vão acabar sendo boa e cara. Leve uma mochila, com uma canga (ou cobertor xadrez), comes e bebes. Lembra daquelas excursões do colégio pro zoológico que você levava chips, refrigerante em lata, bala, chiclete, etc. Não compre lá, pois vai ser mais caro.

– Evite rolar pelo gramado morro abaixo, você pode atropelar algum turista francês fedido, que por algum motivo que só Deus pode explicar o motivo de tomar sol de roupas no meio do morro!

– Você vai estar em Greenwich, logo você vai querer uma foto como esta.

Foto do google images

Foto do google images

A fila será imensa, você vai ficar lá horas, disputando o espaço com um bando de turista (não que você não seja, mas eu me refiro mais ao turista tipo japonês com câmeras ultra poderosas), para uma, em teoria), simples foto em cima de uma linha. Lembre-se, a linha de Greenwich é grande, elá dá a volta em meio mundo, então aquele lugar onde todos estão tirando fotos não é o único. Ao descer as escadas, à sua esquerda (tem um portãozinho, que eu não pestanejei em abrí-lo) , no muro, a linha continua, pintada no muro e tudo, então, se você não quiser enfrentar a fila, é uma boa opção.

Foto google images

Foto google images

Espero que vocês aproveitem as dicas zúppppper úteis.

Black Cab

Vamos falar de taxis! Sim, taxis! Não vou entrar no mérito que, às vezes, os motoristas serverm  de terapeutas, âncoras jornalísticos e até analistas políticos. eu quero falar mesmo é do taxi, o carro.

Em alguns lugares os taxis são parte dos elementos da cidade.

Pense em Nova Iorque. Pense no taxi. É aquele taxi amarelo, com listras quadriculada em sua lateral. Você nem precisa ter ido a Nova Iorque para saber e poder visualizar em sua mente como é o famoso yellow cab.

Na Índia, tem os tuc-tucs. Eles são uma espécia de tricíclo coberto, que desafia as leis da física (e principalmente as de trânsito).

No Rio, acho que imitando os taxis de Nova Iorque, são amarelos com listras azuis.

Em Belo Horizonte são brancos. Todos brancos. A não ser pelos taxis especiais que são azuis.

Na Inglaterra, os taxis são aqueles black cabs. Eles são, para mim, uma das melhores opções de taxis. Eles não são uma van, mas cabem, de cara 5 pessoas sem contar o motorista! E é dele que eu vou falar.

Não só existem os black cabs. Existem os carros comuns que são convertidos em taxis, como em qualquer lugar do mundo, mas a graça toda está nos taxis TX4.

Agora um pouco sobre a história deste meio de transporte que eu tanto gosto. O que muita pouca gente sabe é que há uma outra designação para taxis, Hackney Cab. A origem do nome vem da palavra inglesada Hackney, do francês “haquenee”, uma raça de cavalos conhecida pela sua habilidade de trotar a velocidade moderada e por longos períodos. Excelente para puxar carruagens. A palavra cab é abreviação de cabriolet, termo comum para carror conversíveis. Cabriolet, no entanto, significava uma carruagem leve, de duas rodas, puxada por apenas um cavalo. Finalmente, a palavra taxi é a abreviação de taximetro. O taximetro foi inventado na Alemanha. Taxe em alemão significa cobrar.

O black cab é tão turístico como o red double deck bus.

O tradicional preto está sendo trocado, por causa das propagandas que são estampadas nas laterais dos carros, por cores como o amarelo, rosa choque! Qualquer pessoa pode, inclusive, comprar um anúncio e coloca-lo na porta do taxi.

Ah, se você está acostumado àqueles taxistas que não param de falar, os ingleses não são assim. Não mesmo!

Cornuália, um país dentro da Inglaterra

O título é piegas. Propaganda de governo estadual que quer destacar as diferenças culturais presentes na região. Infelizmente não pude colocar outro título neste post senão este.Vou me segurar e evitar fazer piadinhas e piadelas que o nome nos remete.

A Cornuália (em Cornish kernow) é uma das nações celtas. Ainda tem presente uma culinária (pasties – espécie de pastel, cornish cream, cornish ice cream), a língua cornish, história…)

A Cornuália é um lugar lindo! De estradas estreitas que me fizeram soltar gritinhos de adolescentes histéricas diante dos Backstreet Boys. As estradas eram tão estreitas que, quando um outro carro vem em sua direção, você tem que torcer para que o outro motorista engate a ré (cara de paisagem, medo, ou cruzar os braços ajuda ao motorista a sua frente engatar a ré).

Então, a Cornuália, ou Cornwall, é um lugar que me apaixonei. Sempre fui fascinada pelo interior da Inglaterra, prefiro Chichester a Londres (minha cabeça será cortada em 5, 4, 3…), e Cornwall é um lugar de beleza ímpar, cultura exacerbada e praias infinitas.

Nossas paradas foram em Saltash, Padstow, Fowey, Truro.

Super indico!

Homenagem aos amigos de infancia

Dignissimos amigos: André, Alvaro, Daniel e Coruja,

Como bem sabem, estou na Inglaterra, e ao contrário do que possa parecer, não esqueci dos amigos. Aqueles amigos, de longa data, de infância.

Sempre me senti muito querida por vocês, sempre me senti meio que parte de uma turma que, aparentemente era TÃO diferente de mim. Aparentemente. Tá, vocês nunca me acompanharam numa micareta, ou nos meus shows de bandas pop. Sertanejo.. ui!!! Vocês vinham como uma aula de como a música tem dois acordes, e os bobões aqui (no caso eu) ficam babando pelos caras e músicas toscas, sem melodia ou letra profunda!

Ai, cara, acho que na verdade, vocês cansavam minha beleza hahahah!

Mas não tô aqui para falar que, no assunto música, vocês, TODOS, sem exceção eram um pé no saco! E olha que eu nem tenho um!

Então, voltando à Inglaterra… Existe aqui uma paixão comum entre todos nós. E não, não é cerveja, até porque, Alvaro afroxou-se e diz que só bebe whisky! A paixão a qual me refiro fez muita coisa nesse prédio aqui. Conhecem?

Então, quase todo mundo escreve o nome aqui.

E se vocês derem um zoom na foto, encontrarão minha pequena (mas muito carinhosa) homenagem a vocês! Jamais escreveria o MEU nome sem, PRIMEIRO, escrever o de vocês.

Beijos da amiga que tem a voz mansa, que dá até vontade de dormir (já vão se fazer 10 anos que você me falou isso hein André?!)

Ahhh escrevi o meu nome, e de mamys, que depois de 6 meses (SIM SEIS MESES) resolveu deixar comentário nos posts!

E eu, e mais quatro desconhecidos atravessando a rua, que nem os BEATLES. Ah desconhecidos e BRASILEIROS! Hahahahah

Aos leitores do blog quero dizer algumas coisinhas sobre Abbey Road.

Ao contrário do que a maioria imagina, Abbey Road NÃO fica em Liverpool. Fica em Londres (Estação St. John’s Wood – Jubilee Line, uma estação depois de Baker Street). Se você quiser uma foto como a minha, a la Beatles não vá no horário de pico (8 as 9 da manhã e 16 às 18). Os motoristas da região tem paciência ZERO e ficam buzinando e xingando o povo na rua.

Vá em Abbey Road se você for fã mesmo, porque fora tirar foto do Studio e da faixa no chão não há mais nada a se fazer. Não pode entrar no studio. Não vi nenhuma lojinha de souvenirs. Vi umas três ou quatro pessoas reclamando que só tinha isso. Nem a plaquinha da rua tem (oke, algum VANDALO IDIOTA roubou a placa da rua). Há 4 anos e meio que venho para a Inglaterra e essa foi a primeira vez que fui (oke, oke, parte disso é porque eu jurava que era em Liverpool. Doce engano).

– saindo da estação, identifique uma “banca de jornais”. Siga a rua (direção oposta da banca de jornais – salvo engano à direita). Ande por cerca de 2 quarteirões até que você vai chegar numa junction. Não tem erro. Vai ter gente no meio da rua tirando foto!

London Ice Bar

Ele tá ali, colado na Regent Street. Você passa por ele sem perceber. Não há placas na esquina informando que ele está por ali. Você, na verdade só soube da existência dele, graças à sua curiosidade (mentira, graças ao pão durismo, aliás nos guias gratuítos de Londres que você acha os 2-por-1 vouchers, e cupons de desconto em restaurantes.

Num desses guias, que você pegou no hotel (Park Plaza Westminster Bridge London, logo farei um post de hotéis em Londres) estava lá escrito Come meet the London ice bar, book now!

Um dos melhores lugares de Londres, juro! São £12.50 (doze libras e cinquenta pences) para entrar, com direito a um drink. Você fica 45 minutos lá dentro, e não se preocupe com o frio. Eles te emprestam um “casaco” especial COM luvas, para você não queimar sua mão no gelo.

Pede-se para chegar um pouquinho mais cedo, e eles te empurram para o bar. Acontece que logo você entra, e teoricamente não aproveita a bebida que pedir no bar.

 

http://www.belowzerolondon.com/
31-33 Heddon Street
Mayfair, London, W1B 4BN

Drinks da foto

Swedish Mule
Strawberry Mojito

 

Protestos em Londres

Quantas vezes (por dia) você reclama que o preço da mensalidade da escola, da universidade, da passagem de ônibus, da tarifa do taxi estão caras? Pelo menos umas trezentas e duas né?! Quantas vezes você já fez algo para mudar isso? Sei lá… escreveu uma carta pro dono da empresa do ônibus falando para ele maneirar, falou com o diretor da escola que se ele não abaixasse a mensalidade, você matricularia seu filho na escola rival, que é o mesmo preço, que sentou na área de convivência da universidade e se recusou a entrar em sala com tantos outros colegas, num manifesto contra o aumento do valor pago à instituição? Deixe-me adivinhar… NUNCA?

Eu me lembro de uma manifestação a qual eu participei. Estava no colégio, 8ª série, 14 anos de idade. Na volta às aulas, depois do recesso de julho, descobrimos que o Colégio Loyola havia demitido os professores de educação física mais velhos (e adorados) e deixaram somente os novinhos, que ninguém tinha qualquer afeição.

Centenas de estudantes, vestindo preto, sentaram em frente ao colégio, na Av. Do Contorno, em Belo Horizonte, literalmente parando o tráfego de veículos numa das mais movimentadas avenidas da cidade. Foi chamada a cavalaria da PM e nos colocaram dentro de salas. Os alunos que estavam vestindo preto levaram ocorrência (ou advertência, ou papelzinho) para casa, os que não quiseram ser punidos novamente, simplesmente vestiram o uniforme novamente. O colégio nunca deu qualquer satisfação quanto ao episódio. Nenhuma explicação do porque da demissão de professores tão queridos, e nós, honestamente, nunca cobramos.

Beleza, e você tá me contando isso por quê?

Provavelmente saiu nas manchetes dos principais jornais sobre o protesto dos estudantes em Londres. Eles protestam contra o aumento das fees (espécie de taxa), educação após os 16 anos (aqui na Inglaterra, a escola termina aos 16 anos. Depois se vai para a College, onde se fazem cursos técnicos ou básicos, como Engenharia sem especificidades), financiamento estudantil para aqueles de classes mais pobres, entre outros (que inclui estudo nas penitenciárias).

Às vezes acho que estamos anos-luz atrás dos britões, e talvez europeus, no quesito de brigar pelos seus interesses. Muitas pessoas que estavam nos protestos não serão afetadas com as mudanças que o parlamento pretende fazer nos sistema educacional, mas estavam ali, porque sabem que, de uma forma ou de outra, as consequências irão afetar a todos.

Infelizmente, os protestos tem saído do controle. Praças tem seus bancos quebrados, prédios são invadidos e têm andares inteiros depredados, pessoas são feridas. Sabe aquela velha frasezinha “aí, você perdeu a razão”. Protestos são sempre salutares. Principalmente quando se trata de assuntos tão importantes como a educação, mas peraí! Sua liberdade termina quando começa a do outro. Eles estão querendo que o governo não faça cortes de orçamento, mas mesmo assim destroem tudo que veem pela frente! Querem ser ouvidos, mas atacam o carro que levava o Príncipe Charles e a Duquesa da Cornuália, Camilla (adoro o fato que ela é duquesa da cornuália! Piadinha é que, Diana – que Deus a tenha – não foi a mais fiél das esposas. Charles é corno. Cornuália… tu du du pá! Tchan). Eles perderam a razão. As pessoas, que antes apoiavam os protestos pela causa, estão, agora, temendo os estudantes.

Carro que transportava Príncipe Charles e a Duquesa da Cornuália, Camilla.

* imagens da Agencia Routers

Rena minha!

Imaginem a cena, eu e Mr. M andando no Convent Garden. Sabe aquelas andanças sem rumo, sem qualquer preocupação de onde ir, onde chegar? Estávamos assim. Decidimos comer alguma coisa, fomos no Tesco que tem ali do lado (prá economizar né!? Porque parece que até as pasties do Convent Garden tem uma taxinha extra) e voltamos para a meiuca para comer e ver as apresentações que sempre acontecem. O que aconteceu, na verdade, foi que não tinha nenhum banquinho livre, nem meio fio (calçada, passarela, vá de acordo com seu estado). Então fomos comendo e andando. Até que demos a volta no prédio principal do Convent Garden. E quem eu encontrei lá, quem? Quem?

Uma rena linda!! Aliás, duas (mas como uma não me deu bola, eu vou ignorá-la). Até alimentei a rena! Amor a primeira vista! Linda! Foi a primeira vez que eu vi uma rena de verdade (antes só as de plástico do shopis e as fake – cachorro com arco de rena)!

Morri de dó, porque elas passaram o dia inteiro num cubiculo 2x2m. Ah se pudesse levar para casa!