Titanic… não aquele!

Eu sou fera em descobrir coisas interessantes em lugares menos prováveis. Foleando a revista “Náutica“, de julho de 2011 (nº 275) encontrei uma reportagem sobre o titanic brasileiro. O maior desastre naval em águas brasileiras. Eles ocorreram na mesma época, e teoricamente fazendo o mesmo trajeto Europa – América.

O barco era o Príncipe de Astúrias, e zarpou de Barcelona, em 1916, rumo à Santos, Montividéu e Buenos Aires cheios de europeus que tentavam escapar da guerra que assolava a Europa, tentando uma vida melhor na América Latina.

Após passar pela linha do equador, o navio cruzou com seu “irmão-gêmeo@, o “Infanta Izabel”, onde fora visto pela última vez. Era época de carnaval, e para aliviar a tensão dos passageiros, rolava uma festa de carnaval na embarcação, enquanto do lado de fora, o navio enfrentava uma tempestade.

Na alta madrugada, o navio atingiu Ilhabela, e esbarrou uma pedra, abrindo um buraco no casco. Tarde demais para o capitão. O navio afundou e por sorte de muitos passageiros, ele estava carregado com cortiça, que acabou virando bóias.

Como no Titanic, pouquíssimos ocupantes da terceira classe sobreviveram. Oficialmente, foram 143 sobreviventes e 445 desaparecidos. Porém, não se sabe ao certo quantas pessoas estavam a bordo, por conta dos passageiros clandestinos. Acredita-se que o número de desaparecidos seja bem maior do que o oficial.

O barco foi submerso na região, e por conta dos caçadores de tesouros da época, não sobrou muita coisa do navio, Somente ferros retorcidos.

With just a little help

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Mais da família real

Muito se tem falado na família real ultimamente. Começando pelo casamento do Willian (informação inútil do dia: Willian em português é Guilherme) e Kate, e agora a visita da Rainha Elizabeth II à Irlanda.

Para aqueles que mataram às aulas de Geografia, ou dormiram exatamente durante esta explicação, vou dar uma revisada geral sobre a separação da hoje chamada República da Irlanda do Reino Unido.

Desde 1801 a Ilha da Irlanda, em sua totalidade, fazia parte do Reino Unido. Em 1919, a maioria dos parlamentares eleitos, do partido Sinn Fein, partido político representante do separatismo irlandês e do Exército Republicano Irlandês (IRA), se recusaram a tomar seus lugares na Câmara dos Comuns, no Reino Unido, resolvendo, assim, criar o Parlamento Irlandês e proclamaram a República da Irlanda, que a priori fora somente aceita pela Rússia.

Houve uma luta armada o que obrigou ao Reino Unido uma consulta popular (famoso referendum) sobre a independência. As provincías do Sul, de maioria católica e origem irlandesa, votaram a favor da separação do Reino Unido, enquanto as províncias do Norte, de maioria protestante e origem inglesa votaram contra.

Em 1921, foi assinado o tratado o qual transformava o Estado independente. O Reino Unido somente reconheceu a independência da República da Irlanda somente em 1949.

Então, voltando aos dias atuais, a Rainha Elizabeth visitou a Irlanda, a primeira visita de um monarca do Reino Unido, desde a separação. A Rainha depositou uma coroa de flores no Jardim da Lembrança, memorial dedicado aos que morreram pela independência do país.

Apesar do significado que esta visita tem no sentido de selar (ou tentar) selar a paz entre os dois “países”, fora encontrado uma bomba caseira e o estado de alerta tanto da Irlanda como da Inglaterra estão no máximo.

#prayforjapan

A terra tremeu. Tremeu e destruiu quase um país inteiro. Cidades inteiras foram levadas por uma onda gigante. Imagens mostram pátios, cheios de carros, sendo lavados, e seus carros levados como barquinhos de papel.

Destruiu-se pontes, estradas, alagou-se aeroportos. Aquela ilha do pacífico ficou em frangalhos. Falta comida, água potável, medicantos.

Falta, também, desespero, pânico! Como os asiáticos conseguem ser tão conscientes e tão organizados mesmo em momentos como este? A comida é distribuida “irmanamente” como dizia minha mãe, quando era necessário dividir o suco, iogurte ou algo com meu irmão gêmeo. Tudo para evitar brigas. As filas não são um amontoado de pessoas que se acumulam nos ombros de outras. Dá para saber o início, e o fim. A internet continua super rápida, permitindo os correspondentes internacionais links via Skype, com imagens em HD.

As cidades destruídas ainda estão cheias de entulhos, mas quem duvida que mais cedo que nós pudéssemos reformar o apartamento (Oi, mãe) estarão reconstruídas, modernérrimas, com metro funcionando (Oi, prefeitura de Belo Horizonte), internet que não cai (Oi, Net) e parques lindos e floridos para os velhinhos de olhos puxados fazerem tai chi?!

Como eles conseguem? Como eles conseguem não se perderem no meio do caos? Todo mundo mantém essa paz interior própria de orientais, mas somos seres humanos, todos iguais, e o desespero em ver sua casa sendo levada pela correnteza? E o desespero ao perceber que sua família não dá notícias? Obviamente que não estou questionando a falta de reação de pânico daquele povo. Muito pelo contrário. Queria entender como conseguir controlar as emoções. Não se desesperar frente a algo tão pequeno, comparado ao que eles têm passado na última semana.

Desejo aprender um pouco com eles. Sinceramente.