Parte 1 – O primeiro jogo

Acordei com uma mensagem no grupo do whatsapp “Bom dia pra você que vai ficar com nó na garganta, arritmia cardíaca e estomago fragilizado o dia todo”. Apesar da minha resposta foi crucificando o sem mãe que às 5:50 da manhã mandava aquela mensagem e me fez acordar 20 minutos antes do meu relógio despertar, sabia que meu amigo não poderia estar mais certo.

Quem que consegue sentar à frente do computador, no dia de hoje, sem verificar, a cada 10 minutos, as notícias do Galo em todos os portais de notícias do país.

Apesar da torcida contra de vários cruzeirenses, a maioria das pessoas que conversam acreditam na vitória do galo. Alguns não explicitam dessa maneira, mas reclamam, antecipadamente, do foguetório até altas horas da noite.

Ontem saiu a definição sobre o estádio da finalíssima. A Conmenbol anunciou que a final não poderia ser no Independência pois, pelo regulamento, o estádio deveria ter no mínimo 40.000 lugares. Questionados a respeito da capacidade do Defensores del Chaco, a entidade informou que a capacidade do estádio dos rivais do Galo preenchiam o requisito do regulamento, conforme laudo apresentado a eles. Segundo o laudo, a capacidade do Estádio paraguaio seria de pouco mais de 40 mil lugares, o número inferior de bilhetes à venda para as partidas seria por questão de segurança e conforto. Argumento questionável, mas não acredito que exista instância superior para se recorrer da decisão. A final será mesmo no Mineirão.

Temo pelo valor dos ingressos. Há boatos que o mais barato será R$150,00. Acho caríssimo. Podem falar que é final de Libertadores, que é assim mesmo. Ok. Não discordo que os clubes tem uma ótima chance de arrecadar com esses eventos (dizem que o Galo pode ter uma renda de cerca de R$8.000.000,00 – oito milhões de reais), mas que o ingresso é caro, isso é.

Hoje será uma das noites mais longas da minha vida. O relógio parece andar para trás, e as horas não avançam. Unhas pra que? A maioria delas já estão roídas, as poucas que restam intactas sabem o seu futuro fatídico.

Vamos Galo!

EU ACREDITO!